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| Exposição dos trabalhos da minha filha Luíse num corredor em casa. |
As artes
plásticas assim como os livros deveriam ser incentivados desde pequenos. Em
casa, a minha filha tem um espaço próprio para a exposição de seus trabalhinhos,
que reservamos em um corredor. Nunca permiti que desenhasse nas
paredes para que crie o pensamento de respeito ao patrimônio, e também
despertar à ideia que “obra de arte” deve ser vista e é criada para ser
vista.
Além do
trabalho que é feito na pré-escola e dessa brincadeira de colorir, desenhar,
expor, criar esculturas com massa de modelar; visitar exposições artísticas
introduz ao mundo das artes e, é ela, a própria expedição.
Desde quando
minha filha nem caminhava, eu a levava para o Museu de Artes do Rio Grande do
Sul, em Porto Alegre, onde há uma pinacoteca vasta: material de acervo e
exposições flutuantes. Ainda recordo de algumas vezes com a pequena no colo,
parávamos diante de algum quadro mais colorido e de formas inusitadas, e ela
sempre esboçava algum tipo de reação.
Bem mais
recente, fomos visitar o espaço da Fundação Iberê Camargo, artista plástico
gaúcho reconhecido internacionalmente –
nascido em Restinga Seca, 1914; falecido em Porto Alegre, 1994.
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| Fachada da Fundação Iberê Camargo - fotografias de Ana Cecília Romeu |
O espaço da
Fundação, por si só, traduz um tipo de magia, é como se entrássemos em um
transatlântico à beira do rio Guaíba. De imediato, a expliquei que era um
espaço de artes, de exposição, não poderia gritar nem correr. E assim, a
pequena Luíse, agora com cinco anos, passou a falar baixinho e dizer que era
uma “agente secreta”.
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| Fotos internas autorizadas sem o uso de flash |
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| Por meio de escotilhas na edificação é possível a vista do rio Guaíba e parte do centro de Porto Alegre. |
Levei minha
agente secreta por todos os cantos da edificação contornada por passarelas
circulares. O ambiente é lindo e propício para as primeiras descobertas da
arte. Minha filha pouco se deteve na frente de um quadro, o que é de se esperar
para uma criança da idade dela, mas entendeu ser ali um lugar especial que
exigia um comportamento diferente, e também propiciaria um tipo de viagem
inesquecível.
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| Espécie de mansarda que ilumina os corredores periféricos. |
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| Quadros de Iberê Camargo. |
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| Fotografia de autoria da minha filha Luíse. |
É de
pequeno que se desperta hábitos saudáveis, se motiva, estimula a criatividade.
Não precisa ser grandinho para perceber que a arte não é um bicho papão, ainda que muitos adultos não percebam isso. A arte pode ser a fada madrinha que
permite sonhos, e mora num transatlântico qualquer aportado na beira de um rio:
lugar mágico que nunca mais vamos esquecer, apenas criar, recriar, sonhar,
evoluir, enfim, viajar no sentido amplo da arte.
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| Ao sair da Fundação, o rio Guaíba já dá as boas vindas! |
*Crônica publicada nos jornais: Diário Popular (Pelotas), NH (Novo Hamburgo),
Correio de Gravataí, Diário de Viamão e Diário de Cachoeirinha.
Sugestão de leitura
Minha crônica: Quindim e Merengue, que versa sobre relacionamentos. Para quem gosta do assunto ou mesmo de doces, aqui a dica. No blog da Cacá, a Catarina Leitske Medeiros, mais uma amiga, a exemplo do Jacques, que tenho da cidade gaúcha de Pelotas, o lugar de minha infância.
Você podem conferir no link:
































