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sábado, 16 de junho de 2012

A arte de descobrir a arte


Exposição dos trabalhos da minha filha Luíse num corredor em casa.

   As artes plásticas assim como os livros deveriam ser incentivados desde pequenos. Em casa, a minha filha tem um espaço próprio para a exposição de seus trabalhinhos, que reservamos em um corredor. Nunca permiti que desenhasse nas paredes para que crie o pensamento de respeito ao patrimônio, e também despertar à ideia que “obra de arte” deve ser vista e é criada para ser vista.
   Além do trabalho que é feito na pré-escola e dessa brincadeira de colorir, desenhar, expor, criar esculturas com massa de modelar; visitar exposições artísticas introduz ao mundo das artes e, é ela, a própria expedição.
   Desde quando minha filha nem caminhava, eu a levava para o Museu de Artes do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, onde há uma pinacoteca vasta: material de acervo e exposições flutuantes. Ainda recordo de algumas vezes com a pequena no colo, parávamos diante de algum quadro mais colorido e de formas inusitadas, e ela sempre esboçava algum tipo de reação.
   Bem mais recente, fomos visitar o espaço da Fundação Iberê Camargo, artista plástico gaúcho reconhecido internacionalmente  – nascido em Restinga Seca, 1914; falecido em Porto Alegre, 1994.

Fachada da Fundação Iberê Camargo - fotografias de Ana Cecília Romeu



   O espaço da Fundação, por si só, traduz um tipo de magia, é como se entrássemos em um transatlântico à beira do rio Guaíba. De imediato, a expliquei que era um espaço de artes, de exposição, não poderia gritar nem correr. E assim, a pequena Luíse, agora com cinco anos, passou a falar baixinho e dizer que era uma “agente secreta”.

Fotos internas autorizadas sem o uso de flash


   






















Por meio de escotilhas na edificação é possível a vista do
rio Guaíba e parte do centro de Porto Alegre.
   Levei minha agente secreta por todos os cantos da edificação contornada por passarelas circulares. O ambiente é lindo e propício para as primeiras descobertas da arte. Minha filha pouco se deteve na frente de um quadro, o que é de se esperar para uma criança da idade dela, mas entendeu ser ali um lugar especial que exigia um comportamento diferente, e também propiciaria um tipo de viagem inesquecível.





   


















Espécie de mansarda que ilumina os corredores periféricos.
Quadros de Iberê Camargo.
Fotografia de autoria da minha filha Luíse.


















   É de pequeno que se desperta hábitos saudáveis, se motiva, estimula a criatividade. Não precisa ser grandinho para perceber que a arte não é um bicho papão, ainda que muitos adultos não percebam isso. A arte pode ser a fada madrinha que permite sonhos, e mora num transatlântico qualquer aportado na beira de um rio: lugar mágico que nunca mais vamos esquecer, apenas criar, recriar, sonhar, evoluir, enfim, viajar no sentido amplo da arte.


Ao sair da Fundação, o rio Guaíba já dá as boas vindas!



*Crônica publicada nos jornais: Diário Popular (Pelotas), NH (Novo Hamburgo), 
Correio de Gravataí, Diário de Viamão e Diário de Cachoeirinha.


Sugestão de leitura
   Minha crônica: Quindim e Merengue, que versa sobre relacionamentos. Para quem gosta do assunto ou mesmo de doces, aqui a dica. No blog da Cacá, a Catarina Leitske Medeiros, mais uma amiga, a exemplo do Jacques, que tenho da cidade gaúcha de Pelotas, o lugar de minha infância. 
   Você podem conferir no link:

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Educação às antigas

Desenho da minha filha Luíse de 5 anos.(então com 4 anos)

   No próximo post seguem as Histórias do Condomínio, neste fiquem com uma crônica* de minha autoria. Abraços a todos!
   
   A educação nos relacionamentos virou um mito, espécie de época de ouro, onde palavras como “obrigado, por favor, como estás?”, pareciam incorporadas no dia-a-dia, regadas a sorrisos de boas vindas.
   Atualmente, um simples “bom dia” pode ser comparado a um ato hipócrita. O preocupar-se com os outros e o acenar com gentileza é tão raro que ninguém mais pensa que pode ser sincero.
   A educação no trato não deveria estar relacionada a um tempo passado, a nostalgia de momentos idos “que não voltam mais”, mas sim a consideração que o ser humano tem pelo outro de sua espécie, sem ligação econômica, cultural.  Uma virtude atemporal das sociedades.
   Fui uma das privilegiadas que aprendi em casa o valor de ser gentil. Os exemplos de meus pais me encaminharam para isso. Mas muitas vezes vemos pais que são bem-educados, com filhos desobedientes e agressivos.
   Não raras vezes se confunde ter educação com ter posses, o próprio termo finesse alimenta isso, no entanto conheci ricos que foram grosseiros; e pobres extremamente gentis. O nível cultural, por incrível que pareça, também não está necessariamente ligado a isso. Conheço pessoas que começam suas falas citando Aristóteles, Nietzsche..., mas esquecem de indagar: “esta conversa está lhe interessando?”, ou mesmo tratar a quem está conversando pelo seu nome, o qual nunca mencionam junto a constelação de astros acadêmicos. No que questiono: para que serviram tantos livros, se a pessoa não aprendeu o básico?
   Observando tudo isso, conclui que no caminho inverso da gentileza, está a falta de consideração que o ser humano tem pelo outro.
   No que muitos poderão questionar, “se não tenho interesse em saber como o outro está, por que devo perguntar?”. Mas aí mesmo é que está a questão, o porquê do desinteresse pelo outro? É certo que algumas pessoas não merecem nossa consideração, mas até chegarmos a esse veredicto, muitos fatos têm que nos apresentar indícios disso. Por que sempre ver os defeitos dos outros, sem sequer tentar conhecer suas virtudes? Será isso um reflexo do imediatismo de uma sociedade competitiva que concebe no vizinho a soma de tudo que deva ser superado? Creio que devamos partir do princípio de que todos temos algo interessante e bom, uma chance inicial de acreditar no outro, que poderá ser um potencial amigo, parceiro ou colega no futuro.
   As pessoas sem consideração não praticam a gentileza ou não são sinceras quando. Para essas posso dizer-lhes:
   - Apenas por sugestão, neste momento, creio que você poderia juntar-se à senhora sua genitora...
   Será que eles entenderiam o que eu disse ou, como habitual, não levariam em consideração?

*Crônica publicada nos jornais:
Diário Popular (Pelotas), NH (Novo Hamburgo), VS (São Leopoldo), 
Correio Rural (Viamão), Correio de Gravataí e Diário de Viamão.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Meu caro livro

Desenho de um livro feito por minha filha Luíse de 4 anos.


Listri, Pier Francesco. Veneza - Florença - Nápoles - Roma e a Cidade do Vaticano - Civilização, Arte e História, Ed. Ats italia Editrice; Editrice Giuste; Kina Italia, 1997.


Uma crônica* inspirada na aquisição do livro acima que foi utilizado como fonte de pesquisa para os dois posts anteriores.
   Este livro comprei na Itália em 2005. Quando vi o preço foi inevitável, me lembro: 8 euros. Na época o euro valia em torno de R$ 3,00, portanto, R$ 24,00. Voltando ao Brasil, pesquisei livro semelhante de história da arte: em seleção de cor, fotos em todas as páginas, papel couchet (encerado-brilhoso), e edição com acabamento bom custava em torno de R$ 145,00. Na Europa também encontrei um livro do Oscar Wilde a 3 euros..., repetindo: 3 euros. É certo, uma edição econômica em papel jornal, mas não era pocket e tinha capa colorida e fotos no miolo.


Raffo, Silvio &  di Chiavarelli, Lucio. 
Wilde - Tutti i raconti, Ed. Biblioteca Economica Newton, 1997.

   Hoje, um semelhante ao primeiro livro, aqui nas livrarias do Rio Grande do Sul, não custa menos que uns R$ 170,00 - nessa qualidade gráfica. No que recorro, seguidas vezes, aos sebos (livrarias de livros usados), que aqui em Porto Alegre têm oportunidades imperdíveis. Onde muitas vezes se encontram livros novos, em sobras de lotes de editoras, portanto é só ficar esperta.



   
   Quando fui em abril do ano passado em Buenos Aires, na 37a. Feira do Livro, encontrei Galeano, em torno de R$ 25,00; Shakespeare a R$ 6,00. Mesmo considerando que nas feiras de livro os preços são promocionais, pois a venda é direta das editoras, nas livrarias havia oportunidades parecidas.
   Agora pergunto, por que os livros são tão caros aqui no Brasil? 
   Neste país, onde a relação: nível intelectual/nível econômico, na maioria das vezes é inversamente proporcional. Onde a classe dos professores, profissionais estes que prioritariamente devem estar bem-informados e atualizados, possuem salários achatados, como fazer o up grade das informações necessárias para discorrer em sala de aula? Onde outros profissionais como os designers gráficos, no que me incluo, necessitamos ver e rever com frequência as publicações de tendências estéticas no mundo (novos conceitos, escolas, referências), quando nem sempre recorrer à internet se faz um caminho acertado, já que a própria tela do computador limita uma análise da informação, do estímulo imaginético. Como fazer para adquirir livros para fonte de pesquisa?
   Brasil, país onde as pessoas preferem comprar roupas a livros, deixar a televisão ligada na sala, ao invés de conversar com as visitas que estão no sofá. Ler parece mesmo que não está nos planos da maioria. E ainda com esses preços, onde o problema pode estar na cadeia: gráfica – editora – distribuidora – livraria – consumidor final. Que de forma “mágica” o preço vai engordando como se frequentasse um buffet livre a cada parte do processo.
   Causa-me indignação o preço dos livros. Causa-me indignação supor que mesmo que esse custo baixasse, o brasileiro em geral não o colocaria na sua lista de compras. Causa-me indignação escrever e escrever, num país que não lê.
   Os espaços virtuais mostram-se alternativa poderosa, é fato. Atalho onde encontrar esse leitor ainda ávido por um complemento de vida. E para quem escreve, uma oportunidade de publicação, de alongar as fronteiras do pensamento e da interação, num mundo cada vez mais restrito entre o que não se lê e o que pensa que se lê. Assim ficamos, como um prenúncio de um futuro que está bem próximo. Uma continuação das letras que nos formam, nos fazem mais humanos na ânsia de transcrever um universo ou ser um deles.


* Crônica publicada nos jornais: 
Jornal do Comércio (Porto Alegre), Diário Popular (Pelotas), 
Diário de Viamão, Correio de Gravataí, Correio Rural (Viamão), 
VS (São Leopoldo).



quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Tem bruxa boazinha?

"Mundo encantado", na visão de minha filha Luíse, de 4 anos.

    
   Em comemoração ao Dia das Crianças, uma crônica que pode ser útil aos papais e futuros papais.*

   Tem bruxa boazinha?
   Essa foi a pergunta que minha filha de quatro anos me fez, depois de mais um livrinho que li para ela.
   A criança que tem contato com literatura é estimulada na imaginação, criando cenários, personagens, histórias; estimulada para suas primeiras indagações; adquire cultura; desenvolve repertório; expande referências; amplia a comunicação, pode ter mais facilidade no domínio da escrita e gosto pelos futuros livros didáticos, suporte para o aprendizado escolar.
   Os pais deveriam se preocupar em ler livros aos filhos desde bebezinhos, independente do trabalho que é desenvolvido nas pré-escolas.

"O Paraíso", na visão da Luíse.

   Ler para seu filho que ainda não é alfabetizado, ajuda a aumentar o vínculo familiar, ao tratar-se de uma experiência compartilhada. Os pais estarão passando uma mensagem às suas crianças que ler é uma coisa legal, e pode ser um lazer familiar.
   Se estimulados a fazer essa relação que, não só a boneca, o escorregador, o carrinho ou bloquinho de montar são bacanas, mas um livrinho pode ser também, isso ajudará, e muito, que no futuro a criança permaneça como leitor assíduo.
   Hoje em dia, o mercado editorial possui publicações para crianças desde a mais tenra idade. Para bebês, por exemplo, existem uns de pano que se assemelham a almofadas, onde eles podem aprender o ritual de virar a página; assim como receberão estímulos de tato; audição; visão e olfato. E na sequência, livros para todas idades, com ilustrações, alto-relevo, e recursos que os assemelham aos brinquedos que se dispõem atualmente, tornando-os mais atrativos.
   Em família, fazemos a “hora do conto”, algumas vezes por semana. Minha filha escolhe um livrinho, lemos, interpretando vozes, mudando entonações, assim todos participam da brincadeira. Ainda fazemos perguntas para auxiliar a interatividade, para que ela crie uma continuação para a história ou insira personagens diferentes. Isso possibilita uma nova experiência com a mesma publicação a cada leitura, e desenvolve a criatividade e imaginação.
   Quando um filho passa a se interessar pelo mágico mundo da literatura, todo pai pode ter certeza que está no caminho certo. Se ao entrar numa livraria, a reação dele é como se estivesse numa loja de brinquedos, ou ainda pedir para lermos mais um livrinho, nos sentiremos inseridos nesse faz-de-conta. Na admirável Terra das Letras, que nos permite construir um reino soberano, partilhado com quem mais amamos.



Feliz dia a todas as crianças 
que fazem parte de nossa blogosfera, 
inclusive nós mesmos!

*Crônica publicada nos jornais: Correio de Gravataí, Diário de Viamão, 
Diário de Cachoeirinha, Correio Rural.
Com o título - A importância de se ler aos filhos:
nos jornais - NH e VS.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

A Coisa


Desenho que minha filha Luíse, de 4 anos, fez da "Coisa".
   
   Este é um texto que fiz em parceria com o amigo Jacques Beduhn*

    Mulher olha para homem e diz:

   - Por que você só fala dessa Coisa?

    - Eu falo sempre nela porque... Porque ela é muito importante pra mim, oras.

   - Bem que percebi que era importante, estava dentro de sua pasta de trabalho - mulher diz irritada

   - Se a Coisa estava lá dentro, é porque eu achei que estaria bem guardada, mas vejo que me enganei. Mas que coisa, não?

   - Ora, não posso abrir sua pasta, por quê? O mais curioso é que, além dos teus relatórios de trabalho, as revistinhas do Asterix, tinha aquela Coisa que você leva para tudo quanto é lado!

    - Você não pode escarafunchar a minha pasta! Isso não é coisa que se faça! E não confunda minha literatura gráfica com "revistinhas". Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa!  E eu levo aquela Coisa pra tudo quanto é lado, porque ela me dá sorte.

   - Então fica coisando essa Coisa por aí. E pelo visto não te dou sorte, você nunca me leva para lado algum.

   - Eu não te levo a lugar algum, porque você gosta de ficar em casa assistindo a novelas e outras... coisas... He, he... Desculpe, amor. Isso não é coisa que se diga, mas eu levo minha Coisa para onde eu quiser e ponto final!

   - Então é isso? Vou abrir tua pasta agora mesmo e tirar a Coisa lá de dentro! - mulher levantou-se e dirigiu-se à pasta que estava em cima da mesa

   - NÃO! Não faz uma coisa dessas! Você vai quebrá-la! Deixe que eu vou mocoisá-la, digo, mocozá-la em um lugar mais seguro... - homem pega a pasta antes da mulher

   - Moco..., o quê? - diz mulher - Você inventa cada coisa! Me dá essa Coisa aqui.

   Mulher puxa a pasta do homem, tentando pegá-la.

   - Ah, mas por que temos de brigar por algo tão... É sempre a mesma coisa. Passa pra cá! 

   Homem e mulher seguram a pasta ao mesmo tempo.

   - A Coisa é minha! - grita a mulher, puxando-a com muita força.

   A pasta cai ao chão e abre.

   - Aaaahhh... Olha só o que você fez! - gritou o homem em desespero.

   Crash!

* Fala da mulher: Ana Cecília Romeu 
  Fala do homem: Jacques Beduhn

No blog do Jacques, tem um final alternativo que ele criou ao texto.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Pátria amada, Brasil


Bandeira do Brasil feita pela minha filha Luíse,
de 4 anos, para o "bog" (blog)!

  
   Pessoal, pequena pausa nas histórias do condomínio 
para uma crônica* na Semana da Pátria.

  No mês em que se comemora a Independência do Brasil, uma questão que muito cidadão brasileiro já se fez: tenho orgulho de ter nascido aqui?
   A todo momento, novos casos de corrupção política; temos índice elevado de analfabetos, assim como, de baixa escolaridade; no setor de saúde pública, o caos; muitas pessoas em estado de subnutrição, fome e sem moradia humanamente decente.
   A verdade é que, quando viajamos para outro país, uma enorme vontade de Brasil se apodera de nós. O nosso país é nossa casa, mesmo que construído em alicerces de problemas.
   Sim, tenho orgulho de ser brasileira!
   O povo brasileiro possui uma enorme capacidade de adaptação que poucos têm.
   Tenho orgulho do cidadão que sustenta sua família de cinco filhos ou mais, com apenas um salário mínimo ao mês, e dos que, às vezes, nem salário tem, vivendo de biscates. Orgulho da mulher idosa de uma comunidade carente da região metropolitana de Porto Alegre que cuida de mais de dez crianças para que suas mães possam sair de madrugada para trabalhar. Daquele que perdeu tudo, mas sobrevive. Do que não tem nada, mas insiste.
   Esse é o brasileiro. Nos esportes, o piloto de Fórmula 1, apontado ainda hoje pela crítica especializada como o melhor de todos os tempos, Ayrton Senna, aquele que  retardava  as freadas e antecipava a aceleração após as curvas, mesmo se grande chuva caísse no circuito. Assim venceu corridas, quando ninguém conseguia fazer o mesmo. Brasileiro, como o jogador de futebol Garrincha, coluna torta, uma perna maior que a outra, e que importância tinha isso? Parava a bola no chão e mandava quando ela tinha que seguir. Ninguém conseguia tirá-la dele. Soberano absoluto.
   Esse é o brasileiro. Grande capacidade de adaptação, que pode ser sua grande qualidade e seu maior defeito. Quando deve exigir seus direitos coletivos, se torna passivo e adaptável, diferente, por exemplo, dos vizinhos argentinos, vide episódio do Curralito, confisco da poupança do cidadão daquele país; se compararmos à nossa reação quando tivemos episódio semelhante.
   A certa alegria de viver, quando a luz não aparece, e muitas vezes nem a comida. O procurar ser feliz no meio do caos e da violência. O sambar e cantar, o sorrir sem motivos, e ainda agradecer a Deus pelo pouco.
   Sim, por tudo isso, tenho orgulho de ser brasileira! Pertencer a esse povo que tem a “Pátria Amada, Brasil” em seu sangue, e algumas vezes, apenas isso.

Foto que tirei de uma vitrine em Munique, Alemanha, em 2005.


* Crônica publicada nos jornais:
Jornal da Semana (Cuiabá); Correio Rural (Viamão); Diário Popular (Pelotas); VS (São Leopoldo) e Correio de Gravataí (Gravataí).

Agradeço aos amigos que leram e/ou comentaram
no site do Diário Popular. Obrigada, de coração!


Pessoal, estou muito feliz! 
O primeiro jornal fora do estado do Rio Grande do Sul, 
que apostou em meu trabalho foi o "O Dia", do Rio de Janeiro, 
e agora, também, o "Jornal da Semana", de Cuiabá, Mato Grosso.