quinta-feira, 12 de julho de 2012

Do virtual ao real - 2: Eu e Luciana Santa Rita


   
   O primeiro amigo virtual que conheci no plano real foi o Jim Carbonera. No ano passado, fiz uma postagem sobre o encontro que coincidiu com o lançamento do seu primeiro livro: Divina Sujeira. Vocês podem conferir neste LINK.

   Dia 6 de julho, sexta-feira chuvosa em todo Rio Grande do Sul, frio de menos de 15 graus, quando há dois dias fazia máxima em torno de 32 graus. O cenário poderia não ser perfeito para essa alagoana acostumada a um “inverno” de 27 graus, mas isso não teve importância, pois encontrei pela primeira vez, pessoalmente, a amiga Luciana Santa Rita.
   Conheci a Luluzinha, como eu a chamo, virtualmente em janeiro, quando ela veio a meu blog em razão de uma parceria que eu fazia naquele momento com o amigo Jorge Pimenta. Percebi nela, alguém que comentava de forma inteligente, analítica, que acrescia a meu trabalho. Quando cheguei a seu espaço virtual, fiquei encantada pelas crônicas que quase dissecavam o tema. Como podia alguém conseguir visualizar três, até quatro dimensões em um único assunto? Aquilo me atraiu profundamente. Senti ali alguém especial,  disposta em generosidade a compartilhar sua inteligência com tanta gente diferente, como temos essa possibilidade aqui na blogosfera.
   E desenvolvemos uma amizade que agora se concretizou. Fiquei e estou muito feliz por ter conhecido alguém tão assim. Alguém tão...
   Ficar sem palavras ou perdê-las ao lado da Luciana não é muito difícil; o que é fácil é saborear cada momento, seja aqui em casa, no restaurante, na serra gaúcha. Momentos para não se esquecer.
   Luciana mostrou-se uma amiga disposta à partilha da vida e dos sentimentos. Uma pessoa aberta ao contato, que irradia comunicação em sua mais rica dialogia, pois me senti com ela, desde o primeiro momento, à vontade para o dar e receber, sem amarras na exposição das duas vias de acesso onde nos cumprimos plenos como ser humano. Onde a troca nos fundamenta e nos coloca sentido para além do conhecimento ou de qualquer informação. Um gesto, um olhar e nos sentimos realizados no reflexo do outro, como se conhecêssemos há muito tempo, e além do tempo. E isso me fez feliz, e por isso estou feliz, por ter a oportunidade de encontrar alguém com a alma tão generosa e aberta.
   Para você, Luluzinha, minha cara amiga, meu muito obrigada por tudo!
   Pretendo ainda conhecer muitos de vocês no plano real, e aqui concluo dizendo o mesmo que na outra vez: só é impossível aos olhos, o que nos é impossível ao coração.





Espaço virtual da Luciana: Navegando no Cotidiano

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Blogagem coletiva: espiritualidade


Fotografia de Ana Cecília Romeu
Cerro Pán de Azúcar - Na cidade de Pán de Azúcar - Uruguay

Pessoal, este texto é a minha participação na blogagem coletiva sobre Espiritualidade. Hoje, em todos blogs participantes há postagens sobre o tema, onde cada um expõe sua visão. Um abraço a todos!

   Sou de uma família de católicos. Desde pequenas, meu pai e minha mãe nos levavam, eu e minha irmã, nas missas aos sábados. Quando morávamos em Pelotas, me lembro de que ficava todo tempo observando as pinturas do teto e das laterais da Catedral, depois entendi tratar-se de obra humana, mas como toda arte, inspirada pelo divino. Depois veio a primeira comunhão, na cidade de Livramento, fronteira com o Uruguai.
   Quando completei 12 anos, regressamos para Porto Alegre. Uma prima nos convidou a participar de um grupo de jovens católicos na Igreja N.Sra. Auxiliadora. Porém, diferente dos outros que existiam na época, Emaus, CLJ; era autônomo, composto por jovens que coordenavam suas próprias reuniões: escolhíamos um assunto e todos traziam materiais a respeito. E foi a primeira vez que ouvi falar em palavras como: ‘massificação’, ‘alienação’. Os temas eram diversificados, mas política, educação, relacionamentos, eram recorrentes.
   Aos 15 anos me crismei, que é a confirmação do batismo na Igreja Católica. No ano seguinte, eu e minha irmã, a Bel, fomos convidadas a dar aula para o curso preparatório de crisma, o que foi ótimo, pois me ampliou a visão do cristianismo nesse desafio. Também escolhíamos temas diversificados da realidade e que poderiam ser pertinentes aos interesses deles. Curiosamente, o grupo era eclético, pois havia desde adolescentes até pessoas com mais de 40 anos.
   Nessa experiência com o grupo de jovens e intercâmbio com outros grupos autônomos, conheci a Teologia da Libertação: a visão que completa minha espiritualidade. Considero-me católica, porém simpatizante da Teologia da Libertação, ou seja, acredito no cristão não como um contemplador do mundo e um conformista, mas como um agente transformador da sociedade, das relações para o bem comum. Na relação que a religião faz com a sociedade, porque somos seres inseridos nela, e em todo seu contexto político, econômico. No cristão como a pessoa que dará seu melhor, seja como pai, mãe, amigo, profissional, cidadão, buscando a paz e o bem para além dos interesses pessoais, pois inserido na sociedade, em um grupo e na crença de que a  'união faz a força’. Em algumas ocasiões tive contato pessoal com Leonardo Boff e frei Betto, o que concretizou para mim essa opção.
   Nunca rezei o terço, isso não me bastaria; assim como participar de missas rotineiramente. Acredito na máxima de Oscar Wilde: “Toda repetição é anti-espiritual”. Minhas rezas são conversas que tenho com Deus, que sinto como um amigo próximo, onipresente e onipotente, mas acessível, que me escuta e fala comigo através do reflexo de meus atos. Um Regente dessa grande Orquestra chamada Universo.
   Sendo conivente com a Teologia da Libertação, eu não poderia deixar de participar de uma blogagem coletiva sobre espiritualidade, assim como assumo a postura de respeito às crenças alheias e inclusive a falta de. A espiritualidade é uma experiência e escolha pessoal que deve completar o indivíduo, inseri-lo na sociedade, ser um meio de expressão e refletir uma visão que o ligará de alguma forma a esse mundo. Aceitar isso é um ato libertário por si só, e coerente como professo minha fé.
   Nesse mundo tão cheio de mazelas, procurar uma ligação que nos complete, e que possamos devolvê-la para o bem de uma coletividade, pode transformar os rumos, pois temos essa capacidade de, de grão em grão de areia, compormos uma praia. De tornar possível um projeto superior e conjugá-lo com nossos semelhantes, pois para mim: o invisível quando divisível é amor.

Eu com meu amigo César Caminha,
amizade cultivada desde o Grupo de Jovens.


Blogs que se comprometeram a participar, neste link:


sábado, 30 de junho de 2012

Jet lag emocional


Eu e meu amigo Luciano Werhli.
Pessoal, fiquem com esta crônica* que escrevi inspirada em conversas com meu grande amigo Luciano Werhli.

   O jet lag é uma fadiga que acontece quando viajamos de avião e atravessamos diversos fusos horários, e ocorre uma descompensação entre o ritmo horário em que e a pessoa estava habituada, e o novo horário do local de destino. O ritmo padrão que o corpo respondia às necessidades básicas é alterado. Entre as consequências, ocorre uma espécie de insônia, pois o organismo não consegue adequar-se ao novo horário de dormir; ou mesmo a pessoa tem sono, quando não deveria.
   Conversando sobre viagens com grande amigo, pois concordamos ser uma das melhores coisas que se pode fazer na vida, começamos a trocar experiências, dicas e curiosidades, e a falarmos de lugares e países inesquecíveis. Não demorou para que escolhêssemos Paris, a “Cidade Luz”, como talvez a mais belíssima experiência como viajantes que tivemos até então.
   Paris é uma cidade que se descobre aos poucos. Quando estive por lá pela primeira vez, cheguei de trem da Espanha, ao desembarcar e sair da estação ferroviária caminhei um tanto, e pensei: “É só isto? Isto é Paris?”. Já instalada no hotel, fui explorar o território, mas a cidade – antiga Lutécia como batizada pelos romanos - é sedutora sutil e envolve nos detalhes. Nas ruelas, nos cafés, num arabesco incrustado na ponte, no velho do realejo na rua Mouffetard, na abóboda do Petit Palais, no quiche lorraine da padaria que tem mais de 200 anos. E assim, eu e meu amigo concordamos sobre Paris e logo começamos a sentir uma fadiga que nomeei como: jet lag emocional.
   O jet lag emocional, expressão que criei, penso que se faz adequada quando se tem a sensação de descompensação entre o lugar em que se está e onde se desejaria estar. E ali, dois amigos com vontade de retornar à Paris, mas estando a mais de 10.000km de distância, o que causou tamanha nostalgia e a fadiga eminente mesmo entre xícaras de café.
   E quantas vezes não nos encontramos numa absurda distância entre dois cenários? Ou a expectativa e a realidade? Os sonhos e sua concretização?
Há os que digam que não se deve criar expectativas nas coisas, para que não haja a decepção. Na minha visão, a expectativa caminha junto com os sonhos; e a decepção com a ilusão. Qual você escolheria?
   Correr o risco do jet lag emocional parece-me mais sábio. A vida é curta, e Paris - aqui um cenário de sentindo amplo, o destino desejado há muito - é logo ali, para quem sabe honrar cada dia de sua existência.










Dedico ao meu amigo Luciano e a todos apaixonados por viagem.

*Crônica publicada nos jornais: NH (Novo Hamburgo), Diário Popular (Pelotas), 
VS (São Leopoldo), Correio de Gravataí e Diário de Viamão.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Blogagem coletiva: espiritualidade


Pessoal, dia 6 de julho o HumorEmConto estará participando da 
blogagem coletiva: espiritualidade
Postarei uma crônica sobre o tema. Fiz um verdadeiro mexe no cronograma do blog para que isso seja possível, pois acredito na força do coletivo e na socialização como a grande energia que movimenta a blogosfera.

Interessados em mais informações 
ou em participar deixo aqui o link de dois amigos:

Christian V. Louis

Flávio Luis Ribeiro

sábado, 16 de junho de 2012

A arte de descobrir a arte


Exposição dos trabalhos da minha filha Luíse num corredor em casa.

   As artes plásticas assim como os livros deveriam ser incentivados desde pequenos. Em casa, a minha filha tem um espaço próprio para a exposição de seus trabalhinhos, que reservamos em um corredor. Nunca permiti que desenhasse nas paredes para que crie o pensamento de respeito ao patrimônio, e também despertar à ideia que “obra de arte” deve ser vista e é criada para ser vista.
   Além do trabalho que é feito na pré-escola e dessa brincadeira de colorir, desenhar, expor, criar esculturas com massa de modelar; visitar exposições artísticas introduz ao mundo das artes e, é ela, a própria expedição.
   Desde quando minha filha nem caminhava, eu a levava para o Museu de Artes do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, onde há uma pinacoteca vasta: material de acervo e exposições flutuantes. Ainda recordo de algumas vezes com a pequena no colo, parávamos diante de algum quadro mais colorido e de formas inusitadas, e ela sempre esboçava algum tipo de reação.
   Bem mais recente, fomos visitar o espaço da Fundação Iberê Camargo, artista plástico gaúcho reconhecido internacionalmente  – nascido em Restinga Seca, 1914; falecido em Porto Alegre, 1994.

Fachada da Fundação Iberê Camargo - fotografias de Ana Cecília Romeu



   O espaço da Fundação, por si só, traduz um tipo de magia, é como se entrássemos em um transatlântico à beira do rio Guaíba. De imediato, a expliquei que era um espaço de artes, de exposição, não poderia gritar nem correr. E assim, a pequena Luíse, agora com cinco anos, passou a falar baixinho e dizer que era uma “agente secreta”.

Fotos internas autorizadas sem o uso de flash


   






















Por meio de escotilhas na edificação é possível a vista do
rio Guaíba e parte do centro de Porto Alegre.
   Levei minha agente secreta por todos os cantos da edificação contornada por passarelas circulares. O ambiente é lindo e propício para as primeiras descobertas da arte. Minha filha pouco se deteve na frente de um quadro, o que é de se esperar para uma criança da idade dela, mas entendeu ser ali um lugar especial que exigia um comportamento diferente, e também propiciaria um tipo de viagem inesquecível.





   


















Espécie de mansarda que ilumina os corredores periféricos.
Quadros de Iberê Camargo.
Fotografia de autoria da minha filha Luíse.


















   É de pequeno que se desperta hábitos saudáveis, se motiva, estimula a criatividade. Não precisa ser grandinho para perceber que a arte não é um bicho papão, ainda que muitos adultos não percebam isso. A arte pode ser a fada madrinha que permite sonhos, e mora num transatlântico qualquer aportado na beira de um rio: lugar mágico que nunca mais vamos esquecer, apenas criar, recriar, sonhar, evoluir, enfim, viajar no sentido amplo da arte.


Ao sair da Fundação, o rio Guaíba já dá as boas vindas!



*Crônica publicada nos jornais: Diário Popular (Pelotas), NH (Novo Hamburgo), 
Correio de Gravataí, Diário de Viamão e Diário de Cachoeirinha.


Sugestão de leitura
   Minha crônica: Quindim e Merengue, que versa sobre relacionamentos. Para quem gosta do assunto ou mesmo de doces, aqui a dica. No blog da Cacá, a Catarina Leitske Medeiros, mais uma amiga, a exemplo do Jacques, que tenho da cidade gaúcha de Pelotas, o lugar de minha infância. 
   Você podem conferir no link:

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Ele é lindo!


Foto-montagem de Ana Cecília Romeu

   Aconteceu uma coisa inusitada aqui no Humoremconto quando publiquei o post “Quem é o francês misterioso?”, dia 27 de maio, e é impossível não falar um pouquinho disso. De imediato, recebi algumas mensagens lá no facebook de amigas querendo saber quem era o cantor do vídeo, o Garou. Também houve comentários entusiasmados da ala feminina a esse respeito, e até gente que nem conseguiu comentar direito... E isso estendeu-se para o chat com amigos bloggers, onde tudo começou no Garou e acabou em quase tese de doutorado... Para quem não sabe, Pierre Garand (Garou), é um cantor canadense que se lançou fazendo o papel de Quasimodo na peça musical francesa: Notre-Dame de Paris, depois iniciou sua carreira solo.
   Conversando com minha amiga Joicy, ela me disse que lá em Goiânia quando um cara é muito bonito se diz: “aôôôôôô trenzããããããooooo!”
   Gente, ri mais de meia hora com isso, e logo me lembrei de outras expressões. Aqui em Porto Alegre dizemos: “tri”, antes de tudo que queremos ampliar a qualificação. O sujeito é “tri-bonito”.  Parece que esse nosso ‘tri’, veio do início do século passado quando os filhos de fazendeiros iam estudar na França e voltavam falando “très” para isso ou aquilo.  Quando morei em Rivera, cidade uruguaia, fronteira com Sant’Ana do Livramento, Brasil, as meninas chamavam os caras bonitos de “pão”, no território nacional; e de “churro”, no Uruguai (para quem não sabe, ‘churro’ é um doce de massa frita recheado de doce de leite). Interessante que um cara que era pão no Brasil, era um churro no Uruguai, mudava a guloseima, mas não o objeto em questão.
   Mas nem sempre beleza é unanimidade, até porque existem mulheres que preferem o príncipe, como é o meu caso; outras, o lobo mau; e ainda tem quem goste do caçador do lobo mau, e por aí vai.
   E assim vamos criando as expressões, nossos próprios conceitos de beleza física, o que nos agrada ou não, os mitos. Na minha adolescência, o Tom Cruise era o cara, até eu descobrir que ele tinha uns 10cm a menos que eu, não consegui me imaginar entrando no tapete vermelho do Oscar sem meus scarpins salto alto, e assim desmitifiquei a opção.
   Amo futebol e Fórmula-1, mas enganam-se os rapazes que estão lendo este: meninos, nem sempre assistimos a um futebol ou a qualquer esporte, ou filme, ou...,  apenas por assistir, entenderam? Aposto que a audiência sobe quando o uruguaio Diego Lugano entra em campo.
   Este é o Lugano:
Fotografia de um poster del Diário El País - Montevideo - UY.
   Ou subiu quando o Jenson Button venceu a Fórmula-1 em 2009, e todo o planeta pode vê-lo por mais tempo sem o capacete. Ou no seriado Lost, tudo por culpa de Josh Holloway (Sawyer) e Matthew Fox (Jack), sim, o roteiro é bom e inusitado, mas se perguntarem quem assistiu a Lost, posso jurar que vai ter um ou outro homem que nem sabe do que se trata; mas mulheres..., toooodas sabem de ‘quem’ se tratam.
   Além disso, existem no plano real pessoas lindas, mas ...; e uns com menos atributos, porém de carisma gigantesco o que faz subir sua ‘cotação na bolsa de valores’. Pois creio, tudo se trata também de atitude.
   A verdade é que beleza física dá audiência, credibilidade, motiva, inspira e empolga, ou não seriam as musas e os galãs para provarem isso. Se vai ser consistente ou não, depende do sujeito apreciado, mas uma coisa é certa, a Lei da Gravidade é para todos.
   Não sei até hoje se beleza física é fundamental. Mas bons livros e um sorriso no rosto ganham o mundo, quanto a isso não me restam dúvidas.

Dedico este a todas as leitoras do Humoremconto, 
em especial à lindona Joicy Sorcière 

Garou - You can leave your hat on

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Educação às antigas

Desenho da minha filha Luíse de 5 anos.(então com 4 anos)

   No próximo post seguem as Histórias do Condomínio, neste fiquem com uma crônica* de minha autoria. Abraços a todos!
   
   A educação nos relacionamentos virou um mito, espécie de época de ouro, onde palavras como “obrigado, por favor, como estás?”, pareciam incorporadas no dia-a-dia, regadas a sorrisos de boas vindas.
   Atualmente, um simples “bom dia” pode ser comparado a um ato hipócrita. O preocupar-se com os outros e o acenar com gentileza é tão raro que ninguém mais pensa que pode ser sincero.
   A educação no trato não deveria estar relacionada a um tempo passado, a nostalgia de momentos idos “que não voltam mais”, mas sim a consideração que o ser humano tem pelo outro de sua espécie, sem ligação econômica, cultural.  Uma virtude atemporal das sociedades.
   Fui uma das privilegiadas que aprendi em casa o valor de ser gentil. Os exemplos de meus pais me encaminharam para isso. Mas muitas vezes vemos pais que são bem-educados, com filhos desobedientes e agressivos.
   Não raras vezes se confunde ter educação com ter posses, o próprio termo finesse alimenta isso, no entanto conheci ricos que foram grosseiros; e pobres extremamente gentis. O nível cultural, por incrível que pareça, também não está necessariamente ligado a isso. Conheço pessoas que começam suas falas citando Aristóteles, Nietzsche..., mas esquecem de indagar: “esta conversa está lhe interessando?”, ou mesmo tratar a quem está conversando pelo seu nome, o qual nunca mencionam junto a constelação de astros acadêmicos. No que questiono: para que serviram tantos livros, se a pessoa não aprendeu o básico?
   Observando tudo isso, conclui que no caminho inverso da gentileza, está a falta de consideração que o ser humano tem pelo outro.
   No que muitos poderão questionar, “se não tenho interesse em saber como o outro está, por que devo perguntar?”. Mas aí mesmo é que está a questão, o porquê do desinteresse pelo outro? É certo que algumas pessoas não merecem nossa consideração, mas até chegarmos a esse veredicto, muitos fatos têm que nos apresentar indícios disso. Por que sempre ver os defeitos dos outros, sem sequer tentar conhecer suas virtudes? Será isso um reflexo do imediatismo de uma sociedade competitiva que concebe no vizinho a soma de tudo que deva ser superado? Creio que devamos partir do princípio de que todos temos algo interessante e bom, uma chance inicial de acreditar no outro, que poderá ser um potencial amigo, parceiro ou colega no futuro.
   As pessoas sem consideração não praticam a gentileza ou não são sinceras quando. Para essas posso dizer-lhes:
   - Apenas por sugestão, neste momento, creio que você poderia juntar-se à senhora sua genitora...
   Será que eles entenderiam o que eu disse ou, como habitual, não levariam em consideração?

*Crônica publicada nos jornais:
Diário Popular (Pelotas), NH (Novo Hamburgo), VS (São Leopoldo), 
Correio Rural (Viamão), Correio de Gravataí e Diário de Viamão.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Mãe: contrato sem dissolução

   
   Pessoal, estou repetindo a crônica às mães* publicada ano passado.** Tentei escrever algo diferente, mas não conseguiria nada melhor que isso. 
   Dedico a todas as mães, em especial a minha: 
Maria Aida Romeu Rodrigues.

   Criança coloca as mãos na cabeça, sem entender nada, fica com o rosto vermelho. Levanta, pega seu caderno e vai até a professora.
   - Mãe, não estou conseguindo resolver o problema - diz a criança
   - Não me chame de mãe, sou sua professora - diz a mulher
   Anos 70, cidade de Pelotas, Rio Grande do Sul, escola estadual, segundo ano primário, esta criança era eu; a professora, minha mãe.
   Várias coisas poderia considerar para qualificá-la como uma pessoa especial, mas me lembro com clareza desse fato. Uma mãe que não dava privilégios à sua filha, exercia sua profissão de magistério, na maioria das vezes desvalorizada, com maestria e esforço. Quando chegada a hora do tema de casa, eu sempre tinha que errar ou acertar sozinha, se perguntasse alguma coisa, logo me vinha com "me pergunte em sala de aula", ou coisa que o valha. Hoje aposentada, agora vovó, ainda nos cerca de algumas lições.
   Ser mãe é uma coisa muito esquisita mesmo, uma verdadeira metamorfose na vida da gente. Se antes era uma filha, indivíduo, uma partícula; agora me encontro numa espécie de célula de duas unidades. Tom e Jerry, queijo e goiabada. Tudo passa a ser decidido em conjunto, ou considerado para mais de uma pessoa. Pela primeira vez em minha vida, não sou mais a protagonista dela própria, tenho alguém para cuidar, zelar.
   Como mãe, tenho que ser uma criança, há pouco aprendi a brincar de pular corda, coisa complicada, pelo menos para mim; a contar histórinhas imitando vozes; recitar poesias; aprendi a ser cozinheira, até agora só sabia fazer o arroz "unidos venceremos"; e a trabalhar de madrugada, se isso fizer com que fique mais tempo com minha filha, e ainda aprendi a ser a modelo da capa, se isso a fizer sorrir.
   Serei mãe sempre, contrato sem dissolução. Agora sou mais de uma pessoa, sentindo e planejando por duas. E quando ela construir seu próprio caminho, ainda estarei com uma mochila nas costas para acompanhá-la.
   Minha filha só será criança uma vez na vida, adolescente, moça. Se tiver daqui a alguns anos que ouvir seus desamores; receber seu namorado, mesmo que não tenha gostado dele; torcer para que passe no vestibular; comemorar o primeiro emprego, eu farei. Sempre estarei onde ela estiver.
   Sou mãe, agora é para sempre. Que diga a minha grande professora, mas que ainda só consigo chamar de "mãe". Sem cargos, ofícios, só amor. 

*Crônica publicada: 
Jornal do Comércio (Porto Alegre); Gazeta do Sul/Especial Mães (Santa Cruz do Sul); 
Jornal NH (Novo Hamburgo); Jornal VS (São Leopoldo); Diário Popular (Pelotas);
Correio Rural (Viamão); Correio de Gravataí (Gravataí); 
Diário de Cachoeirinha e Diário de Viamão.

** Agradeço em especial a quem comentou na postagem do ano passado e ainda frequenta o Humoremconto: Chica, Paulo Cheng, Dilso Santos, Tsu, Almir Ferreira, Bel Rodrigues, 
Jaynne Santos, André Mansim, Jorge Pimenta e T. S. Frank.

sábado, 5 de maio de 2012

Aniversário


Do meu aniversário de 1 aninho...
...até agora, algumas coisas não mudaram.
   
Minha irmã, a Isabel, mais conhecida como Bel, me enviou uma mensagem linda que aqui publico para vocês. Muito obrigada, mana!

   Dizem que o que acontece com uma criança na tenra idade fica em sua memória para toda a vida..., mas ainda bem que comigo só tenho junto as boas!
   Contaram-me que, em certa feita, peguei minha irmã e, sei lá se por ciúme, estava aplicando uns tapas nela. Resumindo: levei os tapas de meus pais... não lembro de quase nada exatamente, apenas do meu pai, solidário, chorando junto comigo e do quanto, naquele momento, demonstrava amor por mim e pela Ana.
   Bom, contei toda essa história apenas para dizer que não imagino a minha vida sem minha mana e que, desde as memórias mais antigas da infância, ela sempre esteve envolvida. Memórias boas, mesmo dos momentos ruins.
   Sei lá se é coisa de agora, ou de vidas passadas (para quem acredita), mas a gente é super unida, mesmo.
   A felicidade dela é a minha também. A preocupação dela é a minha também. A tristeza dela é motivo para que eu procure preencher sua vida com alguma notícia boa. Enfim, neste dia especial em que ela completa mais um ano de vida, só tenho uma coisa a dizer: muito obrigada por tu existires e me deixar fazer parte da tua vida!
   Feliz aniversário! Te amo, Ana Cecilia Romeu!
   Um beijão carinhoso da mana Bel
   (Isabel Cristina Romeu Rodrigues)


Causa y efecto - Jorge Drexler

terça-feira, 1 de maio de 2012

Desafio das manias


No post do dia 18 de abril,
eu pedi para que colocassem em comentário no máximo três manias que cada um tem e que quisesse compartilhar com os outros. Aqui estão os comentários. Por uma questão de espaço, editei para que aparecesse apenas as citações, e no máximo três por pessoa, optando pelas primeiras três que cada um citou. Agradeço a participação de todos!


L.
   1) Rabiscar. Sério, não posso ver um lugarzinho de papel em branco que começo logo a riscar. Qualquer coisa, de frases de filmes, livros, músicas até desenhos super toscos.
   2) Prender e soltar o cabelo. Principalmente nesse calor que faz aqui em Salvador, eu não consigo ficar com o cabelo solto por muito tempo. Aí eu prendo. Mas daí me dá vontade de soltar. Aí eu solto. Enfim, ciclo vicioso.
   3) Estalar os dedos. Quando estou impaciente, ou nervosa, até mesmo sem graça, sem ter o que dizer, eu sinto essa compulsão em estalar os dedos. Não resisto. É isso. Tenho muitas outras manias, como você bem disse, mas essas são as de "estimação". 

Bento Sales
   1) Falar só, como um pensamento alto. Às vezes, quando sou flagrado no solilóquio, disfarço-me fingindo que estou cantando - hoje mesmo fiz isso - (rs);
   2) Verificar umas mil vezes se as portas de casa (ou do carro) estão fechadas ao sair ou dormir;
   3) Corrigir infinitas vezes meus textos. Digo infinitas vezes porque toda vez que leio algo que escrevo eu o corrijo.

Felisberto Júnior
   Mania 1 - limpeza...não posso ver nada sujo perto de mim, que estou com a pazinha, e o paninho...
   Mania 2 - simetria...coloca um quadro torto na parede, perto de mim? só falta medir... não consigo tirar os olhos, enquanto ele estiver torto... e pior quando está em lugares públicos...
   Mania 3 - contar as letras de uma palavra destacada...exemplo POSTAR UM COMENTÁRIO 18 LETRAS...

Christian V. Louis
   1. Questionar. Parece que não perdi a mania de criança de ficar procurando "porquês" em tudo, nas crenças (não é a toa que me batizei em três religiões diferentes e hoje estou em nenhuma), pessoas, personalidades das pessoas através de seus escritos, questiono e questiono tudo.
   2. Ler a bula antes de tomar remédio. Pode ser até um analgésico simples ou antibiótico. Eu não tomo remédio algum sem antes ler a bula. Não confio em médicos, sei que muitos são contra, dizem que a bula é "exagerada" para evitar processos, sei que sim, contudo, creio que o químico que criou a fórmula entende melhor do que o médico e me deparei com isto não apenas uma vez. Muitas fórmulas prescritas por médicos que tinham noção de algumas doenças minhas, receitaram remédios que poderiam ser fatais. Médicos sim, deveriam ler mais bulas.
   3. Não sou muito fã de doces, porém, se só tem bolacha recheada em casa, como apenas o recheio e fica aquela pilha de bolachas lambidas vazias para jogar na lixeira. É isso. Tenha um bom dia.

André Mansim
   Mania 1 - Nunca deixo o travesseiro encostado na cabeceira da cama quando durmo, por isso deito mais pra baixo na cama, hahahahahahaha, sei que é maluquice mas parece que a cabeceira esta forçando a cabeça pra baixo, hahahahahahaha.
   Mania 2 - Só bebo nos finais de semana e ainda bem pouco, mas no sábado quando volto do futebol é "regra" tomar banho bebendo uma latinha debaixo do chuveiro, hahahahahahahhaha.
   Mania 3 - Só ligo o computador se botar uma música prá tocar no media player e também só dirijo escutando musica. Taí... Tinnha mais umas 10 manias só que vc só pediu 3, hahahahahahahahahhaha.

Chica
   Minhas: 1- Não consigo dormir se não carrego um radinho de pilhas, daqueles pequeninhos e tri muquiranas comigo, pois às 05:30 inicio com as notícias da Radio Gaúcha e o Macedo,rsr.
   2 - Até pra ligar o microondas e colocar o tempo, calculo pra soma dar em 7 ou seus múltiplos
   3 - Não estaciono em super, nem em qq lugar atrás de carro com placa onde o final seja 6, nem vou no caixa que tiver esse número,rs...

Pecado Capital (Helen)
   1 - Quando estou andando na rua, não mudo o passo se for pegar nas divisas do piso, tipo, tenho de pisar dentro deles, para isso as vezes estico as pernas ou encolho o passo, mas isso só na rua, porque em casa eu piso em tudo de boa. Acho que gosto de ser ridícula só em publico e lá vou eu pisando no meio do piso e às vezes passo longo ou então passo de gueixa. 2 - Não bebo nada, mas nada em copo, caneca, ou qualquer coisa de plástico. 3 - Faxina na casa?? Todo mundo tem de sair no dia e eu colocar minhas músicas no último volume. Faxina sem musica alta não rola. Onde já se viu eu me lascar limpando e lavando sem o Michael, Capital, Cazuza, Lionel, Titãs, e os meninos de Liverpoll??

Jaime Guimarães
   1) Desenhar. Estou sempre desenhando alguma coisa enquanto na espera de uma consulta, na fila de banco (sim, mesmo em pé), na hora do intervalo, onde quer que seja. A agendinha é repleta de caras, caretas, pirações e rabiscos feios de doer! E isso desde criança: os cadernos de escola eram repletos de desenhos meus rs
   2) Dormir sempre com a porta do quarto fechada - não pode ser nem encostada, tem que ser fechadíssima. Se a porta estiver entreaberta ou toda escancarada, não durmo. Não tem jeito.
   3) Entrar nos locais (órgãos públicos, trabalho, casas de parentes e amigos) com o pé direito. E até retardo o passo ou mudo a passada apenas para cumprir esta "mania". Na escola é assim todos os dias, não tem jeito rs

Cidíssima
   Minhas manias: Não gosto de dormir com a luz apagada. Não apago as velinhas do meu bolo de aniversário. Ensaio muitas vezes, em voz baixa, o que terei que dizer a alguém. (médico, família, amigos . . . ).

Marcos Satoru Kawanami
   Eu também prefiro comida fria, e só sei ouvir música fumando cachimbo, no bom e velho sentido: cachimbo de tabaco, e tabaco no sentido de tabaco que é aquele de se fumar. Hoje em dia a gente tem de dar cada explicação... XD

Pedro Costa
   Tenho uma mania, só consigo dormir se estiver acompanhado por uma mulher bonita e inteligente. Pode parecer besteira, mas é também uma mania.

Laíze
   Tenho mania de tomar banho morno/quente, ao contrário de você que come comida fria mesmo no inverno, eu tomo banho quente mesmo no verão, e isso é um horror para pele, eu tenho fé que jogo essa mania fora, um dia. Mania de estudar ouvindo música, como requisito para não ficar doida... sacomé, engenharia funciona assim comigo. Mania de abrir o msn para nada, hahaha mesmo quando sei que não vou poder falar com ninguém ou que não vai ter ninguém lá. (:

Marcela
1 - só durmo com claridade, para ficar mais fácil acordar cedo no dia seguinte. 2- rabisco qualquer papel q estiver a minha frente. 3- sempre tomo água gelada após beber café quente.

Victor Von Serran
   Mania 1 - Não passo em baixo de escada
   Mania 2 - Me perco imaginando as coisas...às vezes as pessoas falam comigo, e estou em outra dimensão.
   Mania 3 - Tomo água antes de beber café. Estranho..., mas faço isso.

Bel Rodrigues
   1 — Só consigo trabalhar se estou com o rádio ligado nas notícias da Rádio Gaúcha. — Durmo com o rádio na cama comigo... ligado nas notícias (ou futebol), Rádio Gaúcha novamente... como eu costumo dizer "durmo com a Sara Bodovisky e acordo com o Macedo" (como a Chica... rssss)
   2 — Não pode ter um barulhinho sequer no interior do carro quando estou dirigindo (a não ser rádio ou cd, claro)... chave trepidando, cd no porta-luvas... não suporto qualquer barulho estranho no carro... rsss - chego a parar pra revisar o interior do carro se escuto qualquer ruidinho... bahhhh... tri doida! :-)
   3 — só durmo se o lençol estiver impecavelmente esticado e limpo.

Centelha Luminosa (Maria Lúcia)
   1. Mania de desenhar, rabiscar qualquer coisas, adoro desenhar olhos femininos, árvores, flores... Em sala de espera, aqui em casa, enquanto falo ao telefone, e por aí vai...
   2. Sentar-me sempre de frente pras portas de entrada, de qualquer lugar, de todos os lugares.
   3. Fechar portas de armários, que estiverem abertas ou entreabertas, fechar gavetas, se estiverem meio abertas, e isso em TODOS e QUALQUER lugar que eu veja !


Jacques
    1 - Decorar nomes de diretores e roteiristas de filmes, sejam eles bons ou ruins.
   2 - Imaginar o que mudaria se determinado personagem em determinada situação agisse de maneira diferente do que agiu. 
   3 - Começar a escrever textos e não terminá-los, porque eu começo outro e outro e assim por diante. 

Luciana Santa Rita
   1. Só sei dormir no escuro e sem barulho, não consigo nem com uma TV bem baixinho. 2. Dormir de barriga cheia e com dois travesseiros, sendo um deles inseparável. Acompanha em todas as viagens. 3. Ficar tirando os cabelos da sobrancelha com a pinça e quando estou sem ela, com a unha.

Joicy Sorcière
   1. Eu sigo uma sequencia para dormir. Eu deito de bruço e embrulho somente o bumbum, no início da noite. Sério! kkkkkk... aí, logo depois eu embrulho o corpo todo, mas de imediato dou um "arrancão" em uma das pernas para que fique de fora do lençol. Toda vez meu marido assusta. Eu falo para ele que é pq me sinto sufocada! Hoje ele nem questiona mais. Já acostumou com a doida aqui... kkkkkkkkkkk... vê se pode?
   2. Toda vez que leio um livro ou assisto um filme que gosto muito (isso ocorre principalmente com livros), fico imaginando como seria a vida de determinado personagem que me marcou! Não é maluquice. Tô falando sério (tá, pode ser maluquice)... eu faço tipo uma sequência da história, com roteiro e tudo mais, em minha imaginação (isso, geralmente dura vários dias. Não é fácil criar uma historinha... hahha). Eu sempre quis dar conta de escrever essas "sequências"... mas, nunca consegui! :/
   3. Converso sozinha (ainda falarei sobre isso, no Umas e outras). Não do tipo blablabla... do tipo dialogar com o outro, mesmo esse outro não estando nem aí pra mim (e nem se dando conta de que é meu alvo)! hahahaah... Vou exemplificar com algo que me aconteceu hj: Estava voltando pra casa, naquele trânsito caótico de sempre, quando de repente um carro passa dirigindo, achando que era o dono da rua. Mais adiante eu parei a moto atrás do carro e no vidro estava escrito "Esse carro é guiado por Deus". Eu falei (em voz alta, digo, só o suficiente para eu ouvir.): Tomara que ele dirija melhor do que você, seu assassino em potencial!! (confesso, há sempre uma pitada de sarcasmo quando falo nessas ocasiões). Não consigo evitar!

Paulo Cheng
   1 - Sempre quando tomo café, só gosto com leite, e nunca gosto quente, sempre adiciono um pouco de água gelada, é um ritual; 2 - quando estou andando por ai, e vejo um espelho, ou um vidro que reflita a minha imagem, dou uma disfarçada e arrumo o cabelo, e imagine se eu fosse bonito, kkkkkkkk; 3 - já estou acostumado a sempre sair com minha mochila e com um mp3 ouvindo música, quando estou sem esses dois itens me sinto totalmente nu, e olhe que tenho me policiado muito com esses fones de ouvido, a longo prazo causam surdez, e tenho sentido um desconforto em meus tímpanos ultimamente.

Marly Bastos
   1. Eu tenho mania de me esguelar no banheiro (a sonoridade me dá a impressão que NÃO sou desafinada) 2. Levar um copo d'água para o criado mudo à noite quando vou dormir (tenho medo de morrer de sede eu acho, mas nunca bebo) 3. Tenho mania de lavar os pés de depois passar creme dental e enxaguar (fica fresquinhooooooo! haja creme dental...).

Matheus Amaral
   Mania 1 - Tenho mania de dormir de bruço com o travesseiro entre as pernas se não, não consigo dormir. Mania 2 - Mordo meu lábio sempre. Mania 3 - Eu tenho mania de dormir com o celular debaixo do travesseiro. Às vezes tudo isso é muito engraçado mas...kkkk

Flávio Ribeiro
   Mania 1- Ouvir Stones todos os dias... Ah, e blues também... Mas como sei que meu ritmo pode incomodar os outros, pois ninguém é obrigado a ouvir o que não gosta - principalmente quando descubro umas raridades de blues dos anos 40 - ouço muitas vezes com fone de ouvido. Mania 2- Adoro Formula 1, se inventarem uma corrida no natal, eu deixo de comer a ceia para assistir... e tenho um longo ritual para entrar no clima da corrida. (nem te conto, rsrsrsrsrs...) Mania 3- Sempre canto quando estou tomando banho. Não tem jeito. Lá dou uma de Mick Jagger, de Cazuza e até de Elvis. 

Sabrina Gomes
   1- Roer as unhas quando fico muito nervosa, triste ou ansiosa. 2- Anotar pensamentos, devaneios, frases e momentos que escuto e acho legal para me basear e fazer as minhas postagens. 3 - Ouvir música quando vou ir para algum lugar sozinha. É através dos fones de ouvido que entro no meu mundo ali e viajo para vários lugares!

Ma Ferreira
   1- Mania de pintar deitada de bruços.... eu coloco a peça no chão e me deito de bruços...pinto deitada..rs 2. Mania de cismar com a minha sobrancelha sempre que estou em TPM... 3. toda vez que tomo banho, eu dou dez espirros quando saio...o pessoal aqui de casa até conta.

Mariazita
   1 - Nunca apago a luz para dormir sem antes ler. Pode ser apenas uma ou duas páginas, se me deito lá para as 2 ou 3 da manhã. Mas é um ritual que se cumpre há muitosssssssssss anos! 2 - Não consigo dormir com a porta do roupeiro do quarto aberta. Guardo lá as almofadas da cama durante o dia; quando as retiro à noite, para as pôr na cama, tenho que fechar a porta. Se me esqueço… levanto-me da cama para a fechar, doutro modo não consigo adormecer. 3 - No restaurante nunca me sento de costas para a rua (cusca??? rsrsrsrsss). Escolho sempre um lugar, de frente ou de lado, mas em que veja a rua.

Ira Buscacio
   Bem, eu gosto de dormir com 3 travesseiros. 1 na cabeça, 1 no meio das pernas e outro abraçada; girar os polegares, um no outro, quando estou atenta a alguma coisa importante (pra mim); e a clássica, depois de qualquer refeição, acender um cigarrinho.

Luciana Souza
1) Eu estou tentando parar há anos, já coloquei até unhas de gel, mas não consegui parar de roer as unhas; 2) Falar sozinha, mas precisamente com os meus processos, quando estou cumprindo no meu trabalho (kkkkk), aquilo lá deixa a gente meio maluco; 3) Eu tenho mania de pontualidade, eu fico doida com meu marido, porque ele é o oposto, sempre atrasado, eu sempre chego cedo até em festa, eu sou a primeira a chegar, mesmo que eu não queira, é o maior mico.

Laura Alberto
   ah, lembrei, mas não são bem manias gosto de contar escadas, gosto de saltar nas listas brancas das passadeiras, mas a única mania que respeito sempre é esta: nunca calco um túmulo, seja em que circunstâncias for. 

T. S. Frank
   1 - balançar a perninha em momento de angústia ou atividades muito estafantes. 2 - Escutar I'm Not Scared, dos Pet Shop Boys, uma vez por dia, todos os dias. 3 - Contar meus CDs, DVDs e livros só para ter a certeza de que nenhum foi para além-mar.

Jim Carbonera
   mania um: Sempre desviro qualquer calçado que estiver com a sola para cima. Seja sapato, chinelo, etc. Sinto MUITA agonia!
   mania dois: Sempre que vou sair de casa, encosto na Bíblia que tem num suporte na entrada do apartamento. Nem peço nada, é pelo simples fato de sentir necessidade em tocá-la.
   mania três (e a que a patroa mais reclama): Sempre quando vou preparar a janta ou o almoço, preciso de um rádio sintonizado na AM que esteja dando algum programa esportivo. Acho que peguei do meu pai essa mania.

Jorge Pimenta
   1. uma acompanha-me desde menino e valeu-me algumas bofetadas nas mãos pela minha mãe quando pequenito: roer as unhas nas horas de maior tensão - sobretudo quando joga o benfica :). 2. soprar a franja do cabelo quando me cai na frente dos olhos (o que acontece muitas vezes ao longo do dia) :) 3. alinhar os objetos em cima da minha secretária; há coisas que não podem estar deslocadas ou desalinhadas :)

Elisa T. Campos
   1 - Quando estou no trânsito, tenho a mania de somar os números da placa do carro que está a minha frente. 2 - Toda manhã quando levanto tenho que ir até a lavanderia onde a gata Gigi dorme e a pegar no colo por alguns minutos pois, ela já acostumou com esse mimo e não abre mão, fica miando enquanto eu não abrir a porta. 3 - Não consigo ficar sem usar baton.
   
Cores da vida (Ana Lúcia)
   Primeira: até a minha "bagunça" (roupa fora do armário, sapatos fora da sapateira) é organizada. Tudo em ordem e em seus devidos lugares. Segunda: de limpar bem as minhas narinas, até com cotonetes (cheguei a ter problemas por isso, ao ponto de precisar usar pomada medicinal). Terceira: andar sempre com uma garrafinha com água, dentro da bolsa ou no carro. Bebo até na rua, se preciso for.