quarta-feira, 5 de setembro de 2012

"A política é a Disney?"



Réplica do castelo de Neuschwanstein, no Minimundo em Gramado, RS.
Fotografia de Ana Cecília Romeu

   "A política é a Disney?". Essa foi a pergunta que minha filha Luíse, de cinco anos, fez quando passávamos de carro onde havia simpatizantes de vários partidos políticos com bandeiras e distribuindo propaganda.
   Naquele momento, pensei ser o razoável tentar explicar o que era voto e que existiam cargos políticos. Mas se formos observar, a resposta poderia ser diferente se não fosse para uma criança.
   Penso que, sim, a política é como se fosse a Disney. É-nos propagada a ideia de um mundo encantado no gesto contínuo de um ‘happy face’, em personagens políticos com carisma e destemidos, como o Pato Donald ou mesmo o Mickey Mouse que declara ter uma Minnie e assim formam um casal de heróis-família; ou os que exploram o que chamo de a ‘teoria do coitadismo da Disney’: personagens órfãos de mãe, que é um tema recorrente nessa grife, por exemplo, o peixinho Nemo; ou os 101 dálmatas desgarrados de seus pais e fugindo das peripécias de uma Cruella Maldita.
   E aqui, num sentido geral, essa teoria do coitadismo pode englobar todo buffet de princesas lindas e sofredoras, assoladas por madrastas malvadas; ou mesmo o príncipe que as salva num belo cavalo branco. Assim, o pretende ao cargo foi no passado uma princesa melancólica, e no presente, o príncipe herói: a salvação de si e de todos. O coitadismo é explorado pelo que levanta a bandeira da superação, porque já teve sérias dificuldades financeiras, ou foi viciado, ou doente, ou, ou... Saiu do inferno direto ao céu, tão rápido e mágico como a fada Sininho, sobrevoando com luzes e glitter o castelo da Cinderela, que, inspirado no de Neuschwanstein, próximo a cidade alemã de Füssen, bem poderia ser nossa Brasília. Talvez um pouco desse ideal tenha nascido nas mentes brilhantes de Niemayer e Lúcio Costa, mas se refletiu apenas no valor arquitetônico.
   A realidade não tem espaço ao vislumbre dos não tão bonzinhos assim, como o Bafo da Onça, e muito menos os irmãos Metralha, que só sabemos que existem e quem são algum tempo depois de assumirem seus cargos políticos.
   Nós eleitores poderíamos ser como os personagens sobrinhos do Pato Donald: garotos inteligentes que superam as expectativas do tio, e estão presentes em todos os fatos, sabem escolher e se expressar. Mas muitas vezes não passamos de alguém simpático e benevolente com fatos e voto, como na versão mais açucarada do personagem Pateta.


Crônica de autoria de Ana Cecília Romeu

*Publicada nos jornais: O Dia (Rio de Janeiro),
NH (Novo Hamburgo), Diário Popular (Pelotas), 
Diário de Viamão, VS (São Leopoldo) e site do Correio Rural.


Abertura do Disney Channel

47 comentários:

  1. Olá, amiga Cissizinha!
    Muito boa analogia da Luíse e ótimo argumentação tua!
    Realmente a política é uma Disneylândia, onde os candidatos são o Tio Patinhas e o povo é o Pateta.
    Com a diferença que a Disney tem o propósito de divertir o povo enquanto a política o de se divertir com o povo, brincando de roubar o doce dos indefesos (de consciência) e dos inocentes (politicamente).
    Sua crônica é oportuna e sabiamente lucubrada.

    Abraços do amigo!

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  2. Olá Cissa! Tudo bem minha amiga? E o povo daí do sul?
    Hahahahahaha eu estou atendendo um cliente gaúcho e ontem ele soltou uma frase engreçada. Nós falávamos do pedreiro dele e ele se referiu ao cara como "mais grosso que dedo destroncado!" Hahahahahahahahaha eu rí muito!

    Quanto ao seu texto, eu achei interessante! Realmente a Disney tem muito a ver com a política se olharmos pelo ângulo que vc olhou! Legal minha amiga!


    Um beijão a todos aí!

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  3. :Uau[

    Uau que texto! As comparações são perfeitas, eu nunca havia pensado. A teoria do coitadismo deveria virar um ensaio, pois o povo adora.
    Infelizmente é a nossa realidade! Sua conclusão foi de um brilhantismo... Ah! quisera fôssemos Huguinho, Zezinho e Luizinho...
    Parabéns para sua filhota também! Um beijo!









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  4. Oii Cissa, amei a pergunta da sua filha, como é bom ser inocente, rsr, a forma como fez o paradoxo ficou demais, uma bela cronica apesar do cunho politico que tanto nos indigna, Fantástico, parabéns, quem dera a Politíca tivesse o encantamento da Disney, só mesmo nos olhos dos que deslumbram viver melhor as nossas custas! Adorei! Estive antes por aki lendo sobre a tal Xerife rsr mas como não acompanhei a história desde o inicio, achei melhor não comentar! Bjoooooss

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  5. Ler um texto assim é maravilhoso. Bela resposta para tua filhinha que já sabe muito bem pensar...beijos,tudo de bom,chica e adorei!

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  6. Olá!Bom dia!
    Cissa!
    Minha amiga!
    Crônica muito pertinente e realidade pura. Comparações perfeitas!Explicação para sua filha coerente para a idade !Meus "pitacos"...
    ...e é com tristeza que tenho que admitir que é uma verdade o que sua filha perguntou.A política transmuta-se em faceira bruxa com cara de fada, esta sempre com uma varinha de condão,e as promessas, são postas de acordo com o candidato, sem nenhuma base política ou operacional, muitas, sabemos que nada de concreto acontecerá, o pote de ouro ainda se encontrará no final do arco-íris, as palavras utilizadas significam precisamente o que eles querem que signifiquem, um puro encantamento do povo deslumbrado com a beleza dos brinquedos, sem saber que a Disney é um mundo de fantasia, e nós vivemos num mundo cercado de mazelas, e penso que o exercício consciente do voto tem que ser desde já uma preocupação evidente dessa para as futuras gerações....é o que penso!
    Obrigado pelo carinho dedicado ao meu blog!
    Boa quarta feira!
    Beijos
    fui...

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  7. Oi Cissa queriona
    Quem puxa aos seus não degenera kkkk, é um dito que falamos aqui no litoral, quer dizer que sua filha é tão inteligente e já é questionadora, no bom sentido, quanto a mãe. O seu texto, maravilhoso, como sempre, fácil de entender, não tão fácil kkkkkk, e a mais pura realidade. Adorei queridona! Como adoro tudo que você escreve. Ah meu aniversário é dia 7 de setembro mesmo, não se esqueça einh?!
    Bjão queridona. Fique com Deus!

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  8. Olá, Ana.
    Impecável sua crônica, parabéns.
    Seu paralelo entre política e Disneylândia ficou perfeito, pois, quando somos crianças, acreditamos em tudo que vemos e ouvimos e só com a maturidade é que passamos a enxergar as coisas como elas realmente são.
    E, da forma como até a Disney está aos poucos mudando seus estereótipos de "princesa em perigo" (como pode ser visto nas animações Enrolados e Valente), bem que o panorama político nacional poderia mudar também.
    Nestes dias de internet ao alcance de boa parte da população, fica fácil mostrar às pessoas a verdade sobre os políticos e se pesquisar mais sobre cada um deles, só não faz isso quem não quer.
    Abraço, Ana.

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  9. Tenho andado fugida, por aqui mas longe de tudo, mas não te esqueci querida Cissa.
    Só tu para te lembrares desta comparação. A tua filhota vai puxar à mãe.
    Beijinhos para as duas

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  10. Aplaudo sua sábia crônica, Cissa! Infelizmente, só nos lembramos dos candidatos, ou melhor, só nos inteiramos dos candidatos, em época de eleições. É preciso paciência e, fundamentalmente, interesse, para a pesquisa que nos levaria a uma escolha consciente. E mesmo assim, nos enganamos.
    Todos prometem um conto de fadas, de fato. Quando eleitos, encontramos, como mencionou, personagens sem os sorrisos e a disponibilidade que vimos antes. Grande beijo!

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  11. Se nosso bandiliticos fossem como o Bafo ou os Metralhas teriamos uma chance ao menos.
    Os nossos aqui diferentes dos da Disney, são bem pior e mais gananciosos.rsrsrs
    Boa cronica Ciss.
    Tenha uma feliz quinta-feira.

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  12. Olá amiga Cissa!

    Tudo bem?

    Eu acho que as crianças vêm o mundo com realidade, nós adultos é que fantasiamos e nos perdemos nessa fantasia. Quando ouvimos um político em campanha, nós na realidade não estamos a ouvir. O povo vota no partido, não no candidato. Não goste de política, acho que não nos devemos ligar a um partido porque todos falham e são corruptos. A gerência política do mundo devia acabar, pois este sistema é regido por corruptos.

    Boa crónica!

    Obrigada pela visita.

    Beijos

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  13. A ignição direta da verdade da criança, e a chave de ouro da maturidade no final.

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  14. Que analogia mirabolante e boa!!!
    Meu filho adolescente de 13 anos fica perguntando quem faz o quê na eleição e para quê serve isso. Eu falo sobre consciência, mas é um tanto surreal, uma vez que a maioria dos políticos parecem não ter consciência do que são pagos para fazer, pois o povo continua sofrendo. Alguns como patetas, sorrindo benevolentes outros como se o voto não mudasse nada (desacreditados). É complicado vc se posicionar no meio político, mas é nossa realidade, temos que votar e votar conscientes, quem anula ou ignora voto, tem preguiça e falta de conhecimento. Mostra que deve ser governado por qualquer um, o que não é meu caso, tento ser como os sobrinhos do Pato Donald. ;)
    Desabafei! (desculpe)

    Bjoks

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  15. Olá Cissa,
    Eu acho muito válido compartilhar com as crianças esse momento eleitoral. É muito importante desde cedo vivenciarem esse processo para que no futuro tenham total consciência da responsabilidade que é o voto. Por isso, achei maravilhosa a pergunta da sua filha e igualmente sua resposta! Tenho certeza que dessa forma ela pôde entender melhor tudo isso e assimilar. E quem dera que pudéssemos ser, como falou no texto, os sobrinhos do Tio Patinhas. Assim, de fato não teríamos tantos políticos despreparados e mal intencionados, que tornam o Estado burocrático apenas para facilitar a corrupção.

    Sabe, é muito bonito ver crianças perguntando sobre a política. Sinal que nem tudo está perdido.

    Abraços, Flávio.
    --> Blog Telinha Critica <--

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  16. Ahhhh, chique é ler sua matéria duas vezes, no jornal e agora aqui no blog! Parabéns!

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  17. Seria mesmo muito bom se nós eleitores tivéssemos a esperteza de Huguinho Zezinho e Luizinho,,,beijos e bom feriado pra ti amiga...

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  18. Oi Cissinha,

    Tudo bem? A Luíse tem um olhar fascinante e conseguiu alcançar uma lógica, embora intuitiva, cartesiana. Só fiquei com pena dos personagens, pois cade vez menos os políticos serão eternizados. Mandela, Martin Luther King serão sonhos contados em livros de estória.

    E aí o Iluminismo de Voltaire que estudamos na escola com a divisão dos poderes em instituições separadas, vira história de terror a ser narrada no STF. E a ficha suja transforma Irmãos Grimm em fábula.

    Como te disse anteriormente, política é piada e sobra pouco espaço para sonhos. E o horário eleitoral virou o Casseta e Planeta da vida real.

    Parabéns, minha amiga, pela lucidez e articulação de ideias.

    Bom feriado e beijos.

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  19. Oi Ciss.
    Bom feriado e um findi cheio de paz pra ti e sua galera.

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    1. Obrigada, para vocês também, Helen queridona!

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  20. Só o doce e encantado olhar de uma criança para nos despertar de uma dura realidade, a nossa política, e nos fazer acordar no seu mundinho. De alguma forma o seu texto também me chama para uma outra reflexão: a importância de se abordar política com as nossas crianças, claro que usando de uma linguagem simples para o entendimento delas. Desde muito cedo, ir embutindo algumas coisas saudáveis sobre esse assunto nas suas consciências terá um fator positivo no futuro delas. Um beijo no seu coração minha amiga.

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  21. Uma das grandes bênções da vida
    é a experiência que os anos vividos nos concebem.
    Aniversariar é uma amostra das oportunidades que temos de aprender a contar os nossos dias.
    mais uma janela e abre diante dos meus olhos,
    mais um espinho foi retirado da flor,
    restando somente a beleza de tão bela data.
    Com fé, na esperança e no empenho por ser melhor a cada dia.
    Seguindo pelos caminhos da verdade e do amor.
    Um dia encontrarei o mais belo jardim, o jardim que representará a realização
    dos meus maiores sonhos.
    Com saudades .
    desejo um feliz final de semana
    venha curtir meu aniversário.
    Beijos na sua Alma,Evanir.


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  22. OI, Cissa. Parabéns pelo post! Adorei a crônica. Sua filha já tem visão de tudo que acontece e interesse. Muito bom amiga! Obrigada sempre por seu carinho e partilha. um ótimo fim de semana! Beijos.

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  23. Olá Cissa,

    Muito interessante a sua crônica e bem criativo o paralelo feito com o mundo da Disney.
    Sua filha Luise já mostra o olhar perspicaz da mãezona.
    Falta-nos discernimento e interesse em pesquisar melhor a vida dos políticos entes de emprestar-lhes o nosso voto. Por mais que o povo esteja desmotivado com a política, somente
    ele tem em mãos o instrumento necessário para fazer mudar
    o quadro político do País.

    Parabéns!

    Beijo.

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  24. Ana,sua filha é bem esperta!Uma excelente comparação!Os candidatos estão mais para o malandro Zé Carioca querendo se transformar em tio Patinhas! E nós somos mesmo o Pateta!...rss...bjs e bom fim de semana!

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  25. Fala Cissa, como estais amigona?

    A Disney foi criada para nos passar um mundo de faz de contas, onde todos nós fomos embalados pelas belas estórias dos desenhos animados, mas esse conto de fadas narrados nessas estórias sempre excluíram o lado negro da vida real, onde a miséria e o sofrimento campeiam e, na maioria das vezes, não tem um grand finale. Já a nossa política, está longe de passar aquela magia dos personagens da Disney, e nenhum personagem da Disney, mesmo aqueles que foram os bandidos, conseguem ser tão cínicos e sórdidos como os nossos políticos na vida real. Ótima crônica, parabéns.

    Abração pra ti.

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  26. Cissa o/
    Hum..achei essa sua crônica um pouco complexa e confusa rs. Mas a percepção da sua filha é boa!
    Se bem que acho que os desenhos Disney tem uma complexidade que eu raramente consigo relacionar com algo político..a única coisa que sei é que a Disney não é somente um "conto de fadas" que mascara o lado negro e foca o lado bom. Nos antigos desenhos a coisa era mais profunda..o vilão podia ser derrotado, mas as referências presentes ali era perspicazes..nunca esqueço o vislumbre do trono da rainha Má da Branca de Neve ornado com um design estilo caudas de pavão...
    Ou quer mais surpresa que a Disney nos entregou com a canção Hellfire do padre de Notre Dame? *.*
    Ah eu to indo naquela vida de sempre e vc? Tudo blz?
    ajsahshs eu nunca tinha feito a comparação da personagem Ryoko (e suas cosplayers) com a Tina Turner, mas até que faz sentido! Porém eu sempre via a Ryoko com um estilo punk por causa do cabelo,. Que me remete á galera punk/deathrocker com moicanos complexos.
    Mudando um pouco de assunto eu estou para logo começar a postar no blog a sessão sonoridade...vc teria alguma sugestão legal de banda? =) Pressinto que temos gostos musicais parecidos rs.
    Minha mãe te manda um beijo! E eu também!
    bjs

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  27. OLá Cissa querida!!

    A princípio fiquei "boiando" na pergunta da pequena Luíse...E só depois da sua esplêndida análise resultante da inocente pergunta, fiquei impressionada com a capacidade intuitiva da tua filhota. Certamente que depois da sua exegese, rsss, abriu-se um campo reflexivo por aqui: a política é a Disney ? E em minha mente vieram ainda, além das mencionadas em teu texto, a do inocente e meio "devagar" Pateta, que não simboliza a Política, é óbvio, mas uma boa parcela dos que fogem da informação sobre a política, dos que não gostam do tema, e se escondem nas praias, em época de eleições...Pra surgir depois, na figura do Prof. Pardal, simpático e inteligente, com seu arsenal de ferramentas que servem pra absolutamente tudo,naquela malinha tão pequena. Com todo o respeito com esses personagens tão lindinhos que povoaram os meus tempos de revistinhas do Walt Disney.

    Adorei a pergunta da pequena Luíse, e a sua crônica maravilhosa, resultante dela!

    Adorei sua visita à postagem "Mulher Puro".

    Beijos , queridona, da LU...

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  28. Eu nunca tinha pensado que a politica é a disney,mas como agora descobri que sou o pateta ao invés do príncipe da Branca de Neve fico aguandando ansioso para votar ,em outubro, nos metralhas.Esse texto é primoroso.Parabéns

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  29. Cissa,

    Este PS foi um serviço de utilidade pública, pois aquela crônica é moral, e é cívica.
    Respondendo ao outro comentário, a Revista Escapista foi uma precursora do blogue; eu lecionava 50 aulas por semana, e nem poderia pensar em ter um blogue, fazia algo bem rápido coletando textos que amigos enviavam por e-mail. A idéia do blogue foi de uma colega, a Letícia, que não é a Letícia irmã minha, é só colega, ela falou por falar, e como eu já tinha ID google para poder comentar no blogue da Márcia Frazão, fiz meu blogue em janeiro de 2009, quando já não lecionava mais.

    BjóKawanami

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  30. Parabéns a sua filha! Que gracinha!

    Cissa,você por acaso sabe anda nosso querido amigo Jorge Pimenta?
    Não o vi mas pelo blog ?
    Beijos, ótimo final de semana

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  31. Ei Cissa, muito bom. Uma pergunta muito construtiva a da sua filha, hein. Faz todo sentido.
    É uma pena existirem tantos patetas no país e poucos sobrinhos do Pato Donald. Assim, poderíamos votar em alguém diferente dos irmãos metralha...
    Muito bem elaborado XD
    Grande abraço

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  32. Oi Cissa,

    muito boa tua crônica. A pergunta da Louise é muito interessante também... Ela tem razão mesmo. As campanhas eleitorais são como a Disney: todos querem se "pintar" como fadas, princesas e príncipes bondosos, paladinos da justiça e do bem-comum quando, na verdade, ostentam sorrisos falsos e caridade que dura só até o dia da votação. Tudo tem muito valor para os candidatos: fingir moralidade, religiosidade, origem humilde... Menos apresentar propostas de trabalho sério e comprometido com o povo. Lamentável que ainda consigam enganar (ou comprar)muita gente.
    Abraços!

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  33. Lendo o desenrolar de sua forma de análise, à partir da pergunta de sua pequena, faz todo o sentido!

    E, como tudo depende do ponto de vista, vou compartilhar a visão que meu filho(5 anos mais velho qeu sua filhota) teve dessa tal política partidária. Dias atrás ele teve que assistir um programa gratuito eleitora, para realizar um projeto da escola. Qdo cheguei do trabalho ele me disse muito zangado: ""Mãe, aquele programa é o pior que eu já assisti na vida. Tanto tempo assistindo aquele tanto de gente esquisita, falando a mesma coisa e prometendo um tanto de coisas. Não é por nada não, mas eles deveriam aproveitar aquele tempo todo pra passar uns desenhos bem legais."... claro, a vista dele foi à partir de outro ponto, por isso essa conclusão.

    bjks :)

    JoicySorciere => CLIQUE => Blog Umas e outras...

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  34. Pessoal,
    agradeço a atenção com a leitura e os comentários de vocês!
    Abraços a todos!

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  35. Cissa

    Sua filhinha Luise é uma fofura. Te inspirou tão linda crônica.
    Gostaria muito que tudo o que escreves também circulasse nos jornais aqui de São Paulo. Matéria oportuna para esta época que assistindo ao horário eleitoral não vejo nada de sério nas propostas. É de rir pra não chorar.
    Os únicos momentos que nos fazem sorrir e acreditar que são verdadeiros é o que vivemos neste mundo encantado da Disneylândia. Mentiras deliciosas nas tramoias do Bafo de onça e irmãos metralhas que nos fazem felizes.
    Mas depois, temos que acordar e lamentar por termos acreditados nas promessas dos adultos e adianta chorar?
    Ainda tenho esperança de um mundo mais dígno para esta geração que vem vindo junto da Luise.

    Um lindo dia para você.
    Beijos

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    1. Elisa, querida!
      Muito obrigada pelas palavras inteligentes e atenciosas.
      Beijos!

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  36. Já tinha lido esta crônica (você bem sabe, "antes de" ¬¬´) e achei bem pertinente a comparação.
    O que mais deprime é que, não somente na política, mas na maioria das relações sociais o maldito "coitadismo" sempre acaba comovendo os "Patetas" e os que fazem uso deste artifício quase sempre acabam se dando muito bem. E ferrando a muitos.
    Eu não me iludo com política partidária, sei que sou considerado um alienado por muitos que crêem que "meu voto fará a diferença", mas desacredito de todos estes "coitados" que viraram "heróis" como se fosse um BBB sinistro.
    Sou apolítico, meu voto é nulo e creio ser muito difícil que alguém consiga mudar minha posição a respeito.

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    1. Chris,
      obrigada pelo comentário sincero, como sempre!
      Beijos!

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  37. Oi Cissa,

    Uma crônica maravilhosa sobre um assunto tão difícil de falar (pelo menos eu acho). Principalmente em função da descrença do brasileiro sobre o assunto. Somos todos Patetas nesta Disney dos trópicos.

    Cissa, muito brigada pelo comentário no Palavras, fique sempre à vontade para fazer suas colocações, afinal, você é mestra nisso e eu me sinto agradecida pelas suas colocações. Confesso que quando escrevi, achei sim que seria desnecessário, mas não me contive a falar do playboy e da capa da revista. Você tem razão, o subentendido dá vazão ao imaginário.

    Bjs Cissa vou ler os outros posts

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  38. Excelente crónica Cecília. Pergunta pertinente, a da sua filha. A grande diferença que vejo entre a politica e a Disney é o facto de na politica termos que, inevitável, despertar do sonho para a realidade, tornando-se, muitas vezes, em pesadelo.

    Um grande beijinho
    cvb

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  39. Excelente texto Cissa, achei brilhante o uso dos personagens da Disney como alegorias da política partidária. Eu não suporto mais ver a forma com que exploram isso que você chamou de coitadismo, se já é enfadonho quando o candidato realmente passou por perrengues e venceu, imagina então quando tais perrengues não passam de histórias inventadas para sustentar o 'coitadismo', esta segunda hipótese é a que mais vemos por aqui, são médicos filhos de faxineiras, ex-moradores de bairros carentes e por aí vai...

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  40. Leila, Cecília e Bruno,
    muito obrigada pelos comentários e atenção com meu trabalho.
    Beijos!

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  41. Perfeito, Cecília, sem mais o que dizer além do que foi dito.
    Abraços

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