sábado, 8 de dezembro de 2012

Vo-voar é para pa-pássaro

Desenho de autoria da minha filha Luíse de 5 anos.

   Contam que um instrutor de voo que era gago falava com certa frequência: “vo-voar é para pa-pássaro”. Nunca con-concordei tanto com a-a-algo.
   Quem tem ‘respeito’ por avião tem certeza que voar é para pássaro. Na eminência de pegar um voo direto Porto Alegre-Lisboa no último dia 4 de outubro, para driblar esse ‘respeito’, comprei um colar com círculos de todos os tamanhos, logo pensei que na hora de decolar poderia ser boa estratégia para despistar meu inimigo interior, se ficasse contando as bolinhas, mas enquanto aquela coisa subia nem me lembrei se tinha pescoço, quanto mais colar.
   Dias antes, visitando amigos, um recomendou-me tomar um remedinho “você dorme e só acorda quando chega lá”, logo descartei isso, pois dizem que tudo que ingerimos tem o efeito dobrado lá no ar... humm.... pressão baixa, medo, e remedinho vezes dois? O outro amigo disse que eu não me importasse, porque se acontecer algo é tudo muito rápido... (rápido?... O quê?), foi quando marido assinalou com a fala definitiva: “Ana tu não vai acabar assim”, (mas existia essa possibilidade de... de...? SOCORRO!).
   É entrar no avião e começa a seção tortura: livrinho com ilustrações de “o que fazer em caso de emergência”, com bonequinhos sorridentes, - se as companhias aéreas fossem francas, seria um livro em branco. “Cairão máscaras de oxigênio”, “embaixo da poltrona você encontrará o colete salva-vidas”... (SOCORRO!)
   Nessa hora todas as frases clichês do tipo: “você tem que enfrentar seus medos”, parecem clichê em dobro, talvez efeito dos pés de altura. E ainda mais o voo teria 10h45 de duração, simmmm... significa ter medo de uma coisa e ter que ficar dentro dessa coisa todo esse tempo: o regulamentar, mais prorrogação e pênaltis.
   Entre decolar e até o avião emparelhar, se é que aquilo emparelha, tenho vertigem e descobri que existe um cardápio delas – vertigens para frente, para os lados..., e nada de sentir minha fisgadinha da sorte no joelho. Pois tenho há muitos anos “uma lesão no ligamento cruzado do joelho direito” – foi assim que o ortopedista se referiu. Não sei por que, mas toda vez que sinto a dorzinha da lesão acontece algo bom, mas nada de senti-la... Depois de algumas horas de voo, ela começou. Aleluia! Para comemorar, levantei-me – sim eu caminhei no avião! – e me dirigi aos fundos para pegar um copo de suco ‘natural’ de laranja.
   O que me impressiona é como dormem dentro daquilo, tinha um sujeito atrás de mim que roncava! Será que tomou o remedinho? Lembrei-me de algumas milongas preferidas, esse ritmo dos pampas que sempre me acalma, e arrisquei ir ao toillet, foi quando descobri que não sentia medo dentro do banheiro do avião, por quê? E tornei-me assídua frequentadora.
   Nunca entendi também porque as turbulências se intensificam na hora da refeição. Será que só eu percebo isso? Mas..., não comer a sobremesa no último jantar do Titanic pode não ter sido a opção certa. Então, minha comida sumiu rapidinho.
   Durante o voo, não consegui assistir ao filme ‘El cuento chino’, com meu ator preferido Ricardo Darín, não me concentrei, - perdón, Darín. Então deixei no desenho dos Flintstone, e o “Yaba Daba Dooo” funcionou! Digamos..., mais de duzentas vezes.
   E finalmente o comandante anunciou os procedimentos de aterrissagem. De novo esqueci de contar as bolinhas do meu colar, mas me agarrei ao golfinho de pelúcia que minha filha levava, até ouvir o ruído do ‘puf’. Estamos em terra firme, é a glória do puf! Além disso, a certeza de que se vo-voar é para pa-pássaro, viver é para todos nós.
   Por terra, mar ou ar, nos agarremos às oportunidades sem pensar se serão únicas, porque tentar viver vale mais que muitos me-medos. Boa viagem!

Durante o voo, tentando disfarçar o me-medo,
enquanto um sujeito lá atrás dormia e ainda com a janela aberta (SOCORRO!)

Iahuuuu! Chegada no aeroporto de Lisboa! 
Viva à Terra-Mãe!
Recompensa: sentir a liberdade ao lado de um penhasco em Zambujeira do Mar,
ali, pertinho do céu!
Nem me lembrei que tenho medo de altura.

No penúltimo dia, em Cabo da Roca, ponto mais ocidental da Europa,
foi quando me dei conta que não poderia regressar nadando...

Sugestão de música para tranquilizar - milonga uruguaia para a alma.

Amargo de caña - Ana Prada

41 comentários:

  1. Pessoal,
    agradeço antecipadamente a todos que lerem e/ou comentarem.
    Abraços a todos!

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  2. É por isso, Cissinha, que quando o avião pousa e eu desembarco, imito o Papa João Paulo II e me agacho para beijar o solo - voar é para os pássaros, sem dúvida!

    Morro de medo de altura. Moro em um prédio de apartamentos e felizmente é no 1º andar (que ainda assim é alto, pois tem garagem no subsolo e o térreo); da rua vejo o vizinho debruçado na varanda no 4º andar e me dá até enjoo só em pensar estar ali.

    Nem lembro direito a primeira vez em que viajei de avião, de tanto medo que eu tive. Foi na adolescência e não tomei remedinho não, mas o pavor era tanto que fechei os olhos e rezei o tempo todo de viagem - felizmente, apenas 2 horinhas de voo; nessas horas é que lembramos de todas aquelas orações da catequese, crisma, missa aos domingos e novenas na vizinhança hahaha

    Filme até que funciona para que eu relaxe em um avião - pois eu quase sempre durmo assistindo filmes rs; mas sabe o que me ajudou a melhorar um pouco? "Enfrentar o próprio medo". Clichê dos clichês, mas parece que funcionou: fui na janelinha :) Então fiquei olhando para a paisagem lá fora, quando não passávamos por tantas nuvens. As casinhas, as trilhas, as cidadezinhas, tudo visto lá das alturas...primeiro, o enjoo; depois, uma sensação ruim; mas aos poucos fui acostumando - e até gostando da paisagem. Só que aí vinha uma turbulência e eu fechava rapidinho a janela e voltava às orações kkkk

    Depois eu volto, Cissinha! :)

    Beijinhos e bom final de semana. Ah, suas fotos estão muito bonitas!

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  3. Olá,amiga Cissizinha!

    Realmente voar é algo natural para os pássaros (morcegos e insetos); para o homem é mais seguro voar por meio da imaginação.
    Creio que, praticamente, todos têm acrofobia, seja de menor ou maior grau.
    Eu pensava que não teria temor algum de voar, porque, quando criança, desafiava meus irmãos e primos a subirem mais alto numa árvore e sempre ganhava, mas, quando andei pela primeira vez de avião, de São Paulo para Manaus, senti, digamos, temor, uma vez que, de repente, do chão cheguei às nuvens em segundos; então usei a tática de subir nas árvores: evitar olhar para baixo e pensar no pior. E parece que é o mais desgastante dos transportes. Olha que eu já andei de jegue e até de pau-de-arara, mas não ficava tão cansado quanto fiquei nessas cinco horas de voo.
    Para mim, voar é como viver: se vivermos pensando na morte, morreremos mais cedo; se voarmos pensando na queda, aumentará a possibilidade de cair, pois para o temente, a palavra e o pensamento têm poder.

    Eu e a Taci gostamos muito do desenho da Luíse. Ficou muito bonito, mesmo.

    Forte abraço e ótimo fim de semana para ti e família.

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  4. Trabalho com aviação e confesso que voar para mim e pura diversão.Considero um gesto de amor a criação do homem em comunhão com Deus.porém entendo o medo que você mencionou em seu lindo post.O ato de voar pode sim, causar medo e pavor, mas a recompensa sempre vem mais rápido no desembarcar, se for passeio ainda melhor.Beijo do leitor e seguidor.:-BYJOTAN.

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  5. Muito legal,Ana e pra mim, não é o medo... è a sardinha em lata dentro dele, compatível,claro, com o nosso bolso. Quem vai lá na frente, tudo de bom,nem cansa,rs.


    Mas como tu, fico acordada o tempo todo.Não consigo dormir, muito menos ver tv ou filmes. Leio, escrevo, qualquer coisa pra que Paaaaaaaaaaaaaaaaasse logo o suplício. É bom quando chegamos no lugar mas o voo, horrível! beijos,chica e adorei o desenho da Luisa!

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  6. Considero o voo como um parto, toda aquela apreensão, sofrimento e tudo o mais, mas depois que aterrisa, e vc está ai tudo vale a pena, e amo suas postagens sobre viagens, mesmo sentados no pc, conhecemos lugares e pontos turísticos onde vc suavemente nos conduz. Lindas fotos Cissa, parabéns.

    Abração pra ti e família.

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  7. Ana,

    Pelo que venho lendo, aí vocês realmente interagem com o Uruguai e a Argentina, eu não sabia disso até começar a ler teu blogue.
    Um ditado que li em Luis Fernando Verissimo não vale, após ouvir esta milonga, o ditado que eu tinha por certo era: "milonga e tango, quibebe e mogango". É.
    Sempre acho divertido a maneira que vc escreve marido sem o pronome possessivo; ah, é que não é possessiva...
    Ri de mais do: "Tu não vai acabar assim...". XD

    BjóKawanami

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  8. Oi Ciss.
    Medo é natural de todos nós.
    Mas depois de superado o presente são as fotos incríveis que vc postou.
    E pelo jeito da boquinha da sua filhota, ela não estava com medo não. rsrsrs
    Obrigado por compartilhar sua experiencia.
    Beijão linda.

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  9. Minha linda e amiga Cissa, vou te dizer uma coisa: se pudesse, jamais me deslocaria de um lugar para o outro de avião. Definitivamente não é o meio de transporte que mais gosto. Entretanto, fazer isso, não só para o exterior, mais dentro do Brasil também é quase impossível. Embora as viagens de navios me soam mais tranquilas talvez. O nosso país é um verdadeiro continente. Entre São Paulo e Rio a viagem de carro é possível, afinal, são cidades próximas de certa forma. Mas não tem jeito, o avião ainda é o nosso meio de transporte mais rápido entre uma região ou cidade e outra. O negócio é encarar. Um beijo no seu coração

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  10. Ana Cecília, seu blog é espetacular. Muito bem escrito e bastante cheio de boas idéias e esclarecedores pensamentos.
    Para não dizer que falo bobagem (rs...rs), cito como exemplo a postagem referente ao garçom (brega?!). Muito bacana a sua abordagem e o delegar a responsabilidade do bom ou ruim ao seletivo ouvinte. Quem ouve que rotule a sua preferência.
    Essa postagem do voar é para pássaro apesar de muito engraçada eu concordo com a "filosofia" dela, rs.
    Enfim adorei o seu blog. Eu estava comentando lá no Blog da Verinha (Recanto do Sol) e vi seu comentário. Resolvi conhecer seu blog e já vou segui-lo e persegui-lo, rs...rs.
    Bjs
    Manoel

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  11. Menina linda !!!!
    Andou por ai e esbanjou beleza ...te acompanhei no face ,rsrsrsrsrs. Sempre linda e impecável ...O texto diz muito do nosso medo quando perdemos o comando de nos dominarmos por medo de atura...as fotos estão belissimas e o desenho da filhota um arrazo...
    bjssssssssssssss com sabor de volta !!!!!

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  12. Ah , minha querida
    espero que tenha sido memorável a sua estadia entre nós!
    Temos um país lindo e repleto de gente acolhedora. :-)
    Beijos e quando voltar, avisa!

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  13. Gosto de saber que alguém enfrentou seus medos e aproveitou um excelente passeio. Suas palavras e fotos estão aí, para comprovar isso. Mas meu coração não fica em paz quando sou eu que tenho que viajar. Não é o medo da morte que me assola, mas a sensação de impotência, dentro do avião. Me sinto claustrofóbica e até o ar me falta. Entro em pânico (kkkk). Viagens curtas, de um ou duas horas, suporto. Mas tem ansiolítico antes. Isso é um atraso de vida, pois poderia conhecer alguns países que me atraem e não tenho coragem. E ainda prejudico minha irmã, que adoraria sair pelo mundo a passear. Meu cunhado não a deixaria ir só (rss), nem em excursões. Se a companhia fosse eu, ele nada teria contra. Que coisa, não???? Grande beijo!

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  14. Olá, Ana.
    Ótimo texto; acho que pra quem nunca viajou de avião, tentar fazer a apreensão passar é o mesmo que dizer para um vestibulando de Medicina que estudou pouco que vai ser moleza e não há o que temer.
    Como voar não á algo para o qual tenhamos evoluído por muitas milhares de gerações, sempre sentiremos (vocês, no caso, porque eu é que não entro naquelas batedeiras de gente) medo (ou um aguçadíssimo sentido de auto-preservação, a diferença entre ambos aqui é mínima) ao experimentarmos a falta de chão nos pés.
    Mas quando não se tem alternativa, não há o que se fazer, é encarar o bicho de frente e fazer cara feia pra ele (mesmo que isso não funcione, como neste caso).
    Abraço e bom final de semana pra ti, Ana, e parabéns pelo estádio novo do Grêmio, que ele seja o palco de muitas vitórias gremistas (desde que não sejam em cima de sua eterna e fiel contraparte).

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  15. Oi Cissa, tudo bom?
    Olha, pra falar a verdade, nunca voei. Mas não por medo. Foi falta de oportunidade mesmo. To deixando pra sentir medo no dia em que voar. Mas desde agora, pensando nessa possibilidade eu não sinto medo. Tomara que continue assim, hehe.
    É muito bom aproveitarmos cada experiência em nossas vidas, sem deixar que o medo nos impeça.
    Bom fim de semana. Beijo!

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  16. Olá Cissa,

    Tive que rir de sua crônica, pois enquanto lia lembrava da minha mana. Como é difícil planejar voos longos com ela. Difícil, não, impossível (rsrsrs). Mas ela tem lá seus motivos, que eu entendo. Eu não me importo, mas muitas horas de voo não me atraem. Não por medo, mas porque não gosto de ficar muito tempo dentro de um avião. Como diz meu marido, que também não gosta de avião e diz que gostaria de ter sido piloto (como assim???), lá em cima não tem para onde correr (rsrs).
    Mas quem não arrisca, perde excelentes oportunidades, como esta sua, que lhe proporcionou maravilhosas recompensas. As fotos dizem tudo.

    Gostei do desenho da filhota.

    Ótimo final de semana.

    Beijo.

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  17. Cissa bem-vinda de volta o/
    Bem, com o seu texto pude imaginar um pouco da adrenalina de viajar de avião, pois eu nunca viajei acredita? Não faltou oportunidades, mas coragem... rsrrs.
    Gostei do texto, a forma descritiva que você usa, parece que estamos dentro do avião e sendo você!
    Estava com saudades dos seus textos!!!

    Beijos

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  18. Ah, sim, e, se gremista diz "até a pé nós iremos", eu, que sou corintiano, só vou a pé mesmo... =)

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  19. Oieee Cissa, minha querida amiga!!

    Que bom ter você de volta!!
    Mas através do face pude acompanhar essa sua viagem por meio das fotos que você postou...Que lindas, viu?

    Também eu estive ausente, minha amiga. Estou recuperada dos probleminhas de saúde, mas as ausência ficam por conta das apresentações da peça de teatro, entre novembro e essa primeira semana de dezembro.
    Em breve terei uns dias, pra colocar visitas aos blogs, em dia.

    Acho que morrerei em pleno vôo, se tiver que voar um dia...Já morro de medo só em pensar...Afff!
    Enquanto lia a sua crônica, fui me colocando em teu lugar e visualizando-me na cena...Nãooo! Definitivamente não vou voar!

    Nem de Navio. Tõ fora!

    Creio então que não conhecerei Portugal, nem outro lugar mais distante ...kkkkkkkkkkk

    Ou, quem sabe, eu resolva trabalhar esse medo, hein? Senão não sairei nunca da minha querida Ribeirão Preto! rss

    Te amoo!

    Feliz Natal, minha querida Cissa!

    Bjos da Lu...

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  20. Cissinha,

    Tudo bem?

    Gostei do seu texto que apresenta de forma corajosa um medo. Um dia li que todos os tipos de medo têm sua origem por meio do medo da morte. Afinal, o homem busca a preservação de sua espécie e o pavor do imprevisível e do desconhecido é proteção. De acordo com especialistas, o medo de voar atinge pelo menos 45% das pessoas.

    Logo, minha amiga, penso que é um favor a espécie esse medo. O próprio misticismo é oriundo do medo. Entra aí trauma, expectativa, receio e muito mais. Claustrofobia e pânico são irmãos gêmeos.

    Não gosto de altura e moro no primeiro andar, odeio roda gigante, bondinho, etc, mas nunca tive medo de voar. Falo que até me acalma a viagem. Todavia, sensação de ficar presa me amedronta e hoje tive uma das piores sensações, pois fiquei presa no elevador do meu prédio, eu e Mateus. Comecei a suar frio e me sentei no chão e em alguns momentos, batia de forma paranoica. Enfim, driblar o medo é exercício, mas é necessário.

    As fotos estão lindas e fico feliz em ver essa sua felicidade, minha amiga querida.

    Bom domingo.

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  21. Nunca andei de avião. Tenho uma viagem marcada pra Julho do ano que vem e já estou com medo e ansiosa, assim como você descreveu, rs. Adorei sua história *-*

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  22. Minha querida

    O teu texto deu para imaginar a viagem, mas depois tiveste o céu de Portugal a acolher-te...mereceu a coragem.

    Um beijinho com carinho
    Sonhadora

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  23. OI ANA!
    "MEDO VENCIDO", PELO MENOS ATÉ O PRÓXIMO VOO, NÉ?
    LEGAL TUAS FOTOS E TUA ALEGRIA CONTAGIANTE NESTA VIAGEM.
    ACOMPANHEI TUAS POSTAGENS PELO FACE, ENTÃO VIAJEI UM POUCO CONTIGO.
    ABRÇS
    http://zilanicelia.blogspot.com.br/ClickAQUI

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  24. Sinto-me bem mais segura viajando com minhas próprias asas, a da imaginação, mas arrisco algumas emprestadas, as dos aviões, sempre acreditando que meu fim será em terra firme, oxalá seja. O texto é uma deliciosa viagem no banco ao lado do seu!
    bj grande, Ana Cecília lindona

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  25. porque há viagens que se não adiam, mesmo que a língua nos trave para lá do próprio medo. voar é chegar e chegar é ser: amanhe(s)er e anoite(s)er nas costuras do tempo e da própria existência.

    beijinho com asas, querida ana cecília!

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  26. Hoje venho convidar-te a visitar o meu blog
    HISTÓRIAS DE ENCANTAR
    , onde, excepcionalmente, acabo de publicar um post.
    Desde já fico muito grata.
    Beijinhos

    PS - No próximo dia 14 haverá post novo em A CASA DA MARIQUINHAS


    Voltarei para te ler e comentar. Bjs

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  27. Querida Cecília, que bom você ter estado em Portugal, tive muita pena que não nos tenhamos encontrado, mas estou certa que ficará para uma próxima.

    um grande beijinho, adorei o desenho da sua filhota :)
    cvb

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  28. Olá passarinha que voa a bordo!

    Apesar de não ser passaro e estar confinada por algumas horas, chegar num lugar com tanta riqueza cultural é demais!

    Bjs

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  29. Olá menina
    Que tremenda coincidência. Para mim é o maior tormento ter que entrar em um avião, o pior, é que com o tempo o medo aumenta mais.
    Obrigado pela visita e pelo carinho.
    Bjux

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  30. Eis a resposta ao teu comentário que deixei no blog
    HISTÓRIAS DE ENCANTAR

    Cissa, minha querida
    Um grande “bem hajas” pela tua presença (que me agrada sempre tanto!) e pelo teu comentário delicioso.
    Esta é uma época especialmente dada à entreajuda, a manifestações de Amor ao próximo, à boa vontade… enfim, parece que todos os bons sentimentos afloram em toda a gente. Mas… devemos esforçar-nos para que não se limitem a esta época, antes perdurem pelos dias todos do ano.
    Te desejo a continuação de uma semana cheia de Luz.
    Beijinhos
    11 de Dezembro de 2012 16:42

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  31. Sentir a brisa e seu modo de trazer notícias silenciosas de outras terras. Um sopro, um minuto, um instante...
    Voar, voar, subir, subir, anjos do vento soprando em novas direções. Anjos superiores direcionando e equilibrando a suficiência de uma grande mulher!!!

    Bjs de Cida







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  32. Oi Cissa
    Muito legal o texto kkkkkk, dei muita risada de seus medos, não te imaginava assim, vc tão corajosa, pantera!!! Eu gostaria muito de enfrentar esse medo e fazer uma viagem dessa kkkkkkkk. As fotos ficaram incríveis, também a modelo ajuda né?!
    Bjão queridona. Fique com Deus!

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  33. Cissa, minha querida
    Estava desejosa de vir ler o teu post pois das duas últimas vezes que cá estive ele já estava publicado, e fiquei interessadíssima :)
    Achei imensa graça à descrição que fazes da viagem (e do antes...), e pensei que, nesse aspecto somos muito diferentes. Já fiz cerca de vinte viagens de avião, ou talvez mais... e nunca senti o menor medo. Bastou-me interiorizar que o número de acidentes de carro excede, em muitos milhares, os de avião. E quem deixa de andar de carro? Aliás, com tantos malucos à solta, a cada dia se torna maior a aventura de viajar de carro :)
    Deixa-me só contar-te uma coisa que me aconteceu.
    Quando estive em Moçambique fiz uma viagem de avião, dentro do território, num avião de carga militar. Os lugares para nos sentarmos eram de lona suspensa de uma barra (calculo que de ferro) encontada à parede do avião, no sentido do comprimento (não é muito fácil de explicar, mas também não é muito importante). O que quero dizer é que ia sentada ao meu lado, mesmo encostada (já que era um banco corrido)uma mulher que nunca tinha andado de avião. Estava aterrorizada!
    E não parava de falar no medo que tinha, e enquanto o avião não levantou vôo, passei o tempo a tentar acalmá-la (sem resultado). Quando o avião começou a descolar agarrou-se ao meu braço com uma força demoníaca, cravando as unhas ao mesmo tempo que gritava: isto vai cair! isto vai cair!
    Só te digo que no dia seguinte tinha o meu braço todo roxo dos apertões!!!
    Calculo que não tenhas feito o mesmo a quem viajou ao teu lado no avião :)))))))))))))))

    Imaginei-te cá, e senti pena por não nos termos encontrado. Mas... outra vez será.

    Um beijinho GRANDE

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  34. Caraca, Cissa... eu nunca viajei de avião e tenho certo medo, lendo teu texto eu SENTI o medo, sério... mesmo assim, me diverti. Gosto do seu estilo bem-humorado de escrever, mesmo sobre situações cabulosas ( temos isso em comum, eu vivo brincando com "coisa séria", ahahah).
    Lembrei de uma crônica, acho que do Luís Fernando Veríssimo, sobre o medo de voar em um avião... se eu encontrar, mando para você... quer dizer, talvez você conheça #deixaquieto.
    Abraços!

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  35. Mrs. Vampire, seja bem vinda de volta à blogosfera.
    Eu lendo seu texto e agora, os comentários, somente o Enigmático e o Angelus não me fizeram com que me sentisse algum tipo de alienígena, pois nunca senti medo de voar, do contrário, sempre senti fascínio.
    Na infância fui tão clichê.
    Assistia a filmes de ficção e queria ser astronauta para poder viajar no espaço (certo, reconheço que ainda "fantasio" de vez em quando com isto, ahaha), porém, como conhece um pouco de minha história, acabei por voar muito cedo e, talvez seja isto o motivo do meu destemor de voar. Quando nos tornamos adultos é que ficamos com esta mania de racionalizar tudo e nos ferramos.
    Dou como exemplo a timidez, na infância era praticamente um comediante, depois fui me tornando mais introspectivo. Como depois de crescermos parece que nossa mente consegue encontrar o ridículo em tudo? E pior: se procurarmos, sempre encontramos mesmo. O.o
    Então vem o medo do ridículo, o medo do medo (que considero o pior)... Por sorte não se desenvolveu em mim o medo de voar. Eu acho muito mais confortável, viajar por terra ninguém merece.
    Esta sua frase lembrou uma tia que tem pavor de avião e sempre diz que "se Deus quisesse que voássemos, ele nos daria asas" e eu sempre retruco "então se Deus quiséssemos que dirigíssemos ou simplesmente andássemos de carro ou moto, ele não nos daria rodas?". Ela fica sem resposta. É.
    Admito que a única coisa que me meteu medo neste post foram os remédios. Eu tenho muito medo de efeitos colaterais, talvez por já ter tomado muitos analgésicos e anti-inflamatórios, como minha parceira Hayley costuma afirmar, eu já tenho intimidade com entorses, eu não seja adepto a medicamentos. Até os naturais eu evito.
    Uma pena que meu joelho não traga estes presságios que os ligamentos do seu trazem. rs.
    Adorei as fotos e o desenho da Luíse. Ela vê muito colorido no avião, parece-me que isto a atrai.
    Já escrevi um post aqui, caraca... ahah.
    Abraço Vampire! Até!

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  36. Caraca! Que sintonia! Eu acabei de desmoderar um comentário seu. Não estava retribuindo visita, vi sua atualização no Facebook. O blogroll tem me feito falta, meu painel não atualiza...

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  37. Olá Císsa, minha amiga.
    Desculpa, mas só hoje consegui vir aqui. Dezembro, é um mês muito corrido.
    Espero que estejas bem. Sinto saudades de ti.
    Minha amiga, adorei a tua crónica acerca da tua viagem de avião e de ver as fotos que tiraste em Portugal. São lindas. Uma curiosidade: nunca fui à Zambujeira do Mar. Dizem ser lindo.

    Beijinhos, amiga

    Cris Henriques

    http://oqueomeucoracaodiz.blogspot.com

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  38. mas tu sabes que um dia ainda vais ter que enfrentar uma vez mais esse medo, não?

    hihihihihhi

    beijinho

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  39. Olá!
    Boa noite
    Cissa...
    Tudo bem?
    Vim só para:
    Agradecer por todo compartilhamento, carinho e amizade que me proporcionou em 2012.Aproveitar a mensagem para transmitir meu desejo mais positivo de tornar realidade os seus sonhos em 2013. E que possamos estar juntos na realização de todos eles. Que o Natal seja mais um momento em que as pessoas acreditem que vale a pena viver um Ano Novo. .
    Que Jesus ilumine o seu caminho hoje e sempre .
    Boas festas para você e seus familiares.
    Beijos
    Té...voltarei dia 03/janeiro/13.
    (((Não sou de fazer isso, mas, esse comentário é basicamente "copy and paste" para todos... amigos/as, parceiros/as...em retribuição aos votos...mas a presença é física... #não sou robô(risos)... e de coração...)))
    ClicAki Blog(IN)FELIZ13

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  40. Querida Cissa

    Viajar é sinônimo de medo e emoção. Se não fosse assim não teria sentido. Sempre que saimos do nosso quadrado não sabemos o que nos espera. Vibrei com o seu relato que me fez lembrar quando tomamos um avião que mais parecia um teco-teco de Nova York para Miami.
    Enfrentamos várias turbulências.Num dado momento começou a chover e pingar sobre dois passageiros da frente. Todos ficaram apreensivos e alguns em pânico. Confesso que nem deu tempo para me sentir assim, pois fiquei mais preocupada com o meu marido que ficou pálido de tanto medo e não conseguia permanecer sentado precisando a comissária de bordo obrigá-lo a sentar-se.

    A sua viagem foi linda e o desenho de sua filha, uma fofura. Mas enfim, agora em terra firme desejo que no ano novo continue a postar lindas crônicas que só você sabe fazer com muita propriedade.

    Feliz Ano Novo.
    Beijos.

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  41. Nesta foto, com o colar e de óculos, vc está legal. O teu melhor ângulo é de frente.

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