quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Circulo das bermudas

Fotografia de Ana Cecília Romeu

Diga-me como está meu amor no teu amor:
Frio, frio como a água do rio 
Ou quente como a água da fonte
Morno, morno como um beijo que se cala
e se acende,
caso queiras...
(da música: Frio, frio, -  Juan Luís Guerra)


   Verão no Brasil. No comércio uma situação que, se analisarmos friamente, apesar de parecer mero trocadilho, é dispare. Encontrei numa mesma loja de vestuário uma calça jeans no valor de R$ 60,00 e uma bermuda por R$ 160,00, a de se considerar que esta última deve ter uns 60% a menos de tecido do que a primeira.
   Recordei-me de quando morei em Rivera, cidade uruguaia fronteira com Sant’Ana do Livramento, Brasil; que havia uma sorveteria no verão, que na chegada do inverno, colocava à venda também casacos de lã. Na minha visão de criança aquilo parecia mágica. Era como se houvesse o verãoverno, uma nova estação que mesclava o frio e o calor.
   Ao observar esses meandros do comércio, no que tangem aos produtos sazonais, transportei-os para o aspecto pessoal sob a ótica dos relacionamentos de amor ou amizade, e da efemeridade dessas relações.
   Quem nunca teve um affaire de verão que jogue o primeiro guarda-sol! Mas para além dos contatos que podem ser compartilhados no calor do lazer ou do período de férias onde tudo parece assim tão perfeito..., o ‘volta às aulas’ ou ao trabalho, que caracteriza o nosso dia-a-dia, também está marcado pelos amores de estação.
   Por vezes, as pessoas se tornam como uma bermuda, própria apenas para o período mais quente; e quando o relacionamento esfria, caem em desuso como se fossem peça a ser estocada entre outras tantas num armário asfixiado por prateleiras cheias à espera de atenção.
   E o velho jeans, apesar de peça clássica, será inadequado na estação mais quente onde tudo o que é perecível parece ser a escolha certa: o sorvete a ser consumido rapidamente antes que se desfaça. E assim, o jeans se torna obsoleto e ‘asfixiante’ ao querer compromisso e frequência.
   As horas e suas intempéries nos mostrarão quem veio para permanecer em nossa vida em todos os climas. As cumplicidades que dividirão desde a capa de chuva até o óculos de sol.
   Os dias passam muito rápido para que se mensure pessoas e sentimentos via termômetro. Quem veio para ficar, sequer precisou de bússola pra nos encontrar, pois assim se fazem as inevitabilidades. E se somos de fato importantes ao outro, a nossa luz será compatível ao seu protetor solar: uma parceria que não causa danos à pele nem à alma.
   Sim, a vida é muito curta nos quatro tempos para não dizermos a quem amamos: você é a minha melhor calça jeans em todas as estações.


Blue Jean - David Bowie


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Adios muchacho

Fotografia da internet - sem referência autoral

Juan Gelman - grande poeta argentino faleceu na noite do dia 14 de janeiro. Para quem é apaixonado pela literatura platina, fica um vazio... O vazio da certeza de que não haverá novas letras dele; ainda que seus poemas não tenham tempo, muito menos fim. Em sua vida pessoal, Juan Gelman foi duramente perseguido pela sangrenta ditadura argentina, onde o homem se fez menos que nada.
   Aqui deixo a vocês fragmento de "El libro de los abrazos"- pag.229, de Eduardo Galeano onde relata isso; e "Epitafio", poema de Juan Gelman.

Gelman
- Eduardo Galeano -

   El poeta Juan Gelman escribe alzándose sobre sus propias ruinas, sobre su polvo y su basura.
   Los militares argentinos, cuyas atrocidades hubieran provocado a Hitler un incurable complejo de inferioridad, le pegaron donde más duele. En 1976, le secuestraron a los hijos. Se los llevaron en lugar de él. A la hija, Nora, la torturaron y la soltaron. Al hijo, Marcelo, y a su compañera, que estaba embarazada, los asesinaron y los desaparecieron.


Epitafio 
- Juan Gelman -

Un pájaro vivía en mí.
Una flor viajaba en mi sangre.
Mi corazón era un violín.

Quise o no quise. Pero a veces
me quisieron. También a mí
me alegraban: la primavera,
las manos juntas, lo feliz.

¡Digo que el hombre debe serlo!

Aquí yace un pájaro.
Una flor.
Un violín.

40 comentários:

  1. Agradeço a todos pela leitura e/ou comentários.

    Grande abraço!

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  2. Ana,

    Amores de estação são paixões impactantes, e o amor da vida talvez venha de forma mágica e sem planejamento.

    =)
    Marcos

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  3. Texto lindo mais uma vez.Faz bem pensar e refletir sobre vida, amores e isso faz bem! bjs praianos,chica

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  4. Os amores sazonais, os para todas as estações.

    Adorei a analogia da calça e da bermuda!
    Ah e a foto também. Beijo!

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  5. Boa noite querida Ana Cecilia.. uma grande verdade.. pior que a gente v~e muito disso em lojas.. tem peças que são um absurdo.. mais um pouco dá vontade de sair como indio só tapando as partes.. e olha que não seria nada mal visto que a pele precisa de prana não de tecido de seda né.. bjs e uma linda noite, grato pelas tuas visitas até sempre

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  6. Cissa, gatona! Como sempre arrasando em seus escritos! Quem me dera todos pudessem ler e refletir sobre esse texto... e mais ainda o colocarem em prática. O mundo, a vida e suas relações seriam bem melhores. Grande beijo com saudades!

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  7. Vc que morou no Uruguai, achou algo estranho no meu texto em espanhol? Eu só li alguns livros em espanhol, mas nunca conversei com ninguém prolongadamente em espanhol, então, não sei quando escrevo algo estranho.

    beijo
    Marcos

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    1. Marquitos,
      já retorno por lá e leio de novo, tá bom?

      Beijos!

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    2. Nossa, muito obrigado pela correção. Legal ter vivido no Uruguai em criança, deve ter achado tudo maravilhoso! Gostei do termo verãoverno que vc escreveu. hehe Tuas crônicas são boas mesmo, o povo que as lê nos jornais impressos deve acompanhar sempre.

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  8. Olá, Cissa
    Bela crônica...reflete bem o que não se sustenta mais...( quase) tudo efêmero e sazonal...
    ...as relações , de hoje, são desnutridas de qualquer interação afetiva, uma vez que nunca foi tão fácil estar com alguém sem ter o menor conhecimento ou afinidade.E, nesta , nem muita procura, as pessoas preferem agir,consumir,assistir,ficar... passivamente pois é o que está mais à mostra.É evidentemente impossível mudar o ciclo das estações do ano mas é sempre possível fazer mais pelo nosso bem-estar e felicidade, e foi assim que optei por agir, preferi o caminho mais difícil e tortuoso possível, para o momento, onde , realmente, os sentimentos tem que ser postos à prova...aquele que quando chega, nunca saberemos o tempo de duração, mas, com certeza, vira tudo às avessas, chupamos sorvete no inverno e saímos de casaco de lã no verão, afinal a bagunça feliz se faz instalada...
    não conhecia os "escritos de Juan Gelman...procurarei!
    agradeço pelo carinho, pelo "arrastão" de postagens, que adoro
    ( estou com um gadget novo, na sidebar,onde , na hora, se escolhe a quantidade de postagens por página, para não ter que voltar Uma por uma, já que só deixo uma na inicial, sim?...)
    Muito obrigado, bom descanso de paz,bela sexta feira, beijos!

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  9. Querida....... sempre lindo te ler...
    O que tem que ficar fica.... independente se inverno ou verao.
    Um beijo..... sempre orgulhosa em ter vc por perto viu??? Linda e talentosa!

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  10. Comentei..sera que foi? se nao foi eu volto pra dizer que te ler e sempre lindo!
    bjs

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  11. Viemos pra ficar!!!
    Nossa amizade é tão linda, ainda hoje falava isso pro marido. Que alegria encontrá-la nessa delícia de vida. Minha linda, linda flor!
    Amei a crônica :) Beijo.

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    1. Feliz por tudo! Pela amizade, convite, texto...
      Beijos e beijos!

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  12. Marquitos, Chiquinha, Ana Paula, Samuel, Val, Felix, Ma, Adri,

    obrigada pela presença de vocês.

    Grande beijo!

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  13. Mrs Vampire, eis que retorno às madrugadas blogosféricas. rs.
    Gostei muito da alusão que fez entre os nossos hábitos sazonais e as relações tanto de romance quanto de amizade. Nunca me passaria à mente essa comparação das roupas da estação com nossos relacionamentos cotidianos e fiquei abismado em perceber o quanto realmente é assim.
    Em termos de romance, não sei afirmar se isto é bom ou ruim, pois envolve diversos fatores, contanto, na amizade eu acho que deveria ser diferente. São tantas pessoas (peças de roupas) que nunca imaginávamos deixar de lado. Tantos amigos que não imaginávamos que poderiam se afastar por um motivo, por muitas vezes, tolo, como um rasgo num jeans que, ao invés de ser incômodo, pode ser estiloso e super valorizado.
    Por sorte, acredito que ainda hajam as pessoas como o dono da sorveteria que conheceu no Uruguay, que sabe de fato como driblar as situações sem desistência.
    E também acredito que quando alguém valoriza o outro de verdade, este alguém fica e não precisou de nada para nos encontrar.
    Adorei a crônica, estava sentindo falta de ler seus escritos.
    E como sempre, fechando com chave de ouro, David Bowie é um dos meus cantores favoritos!
    Abraço.

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  14. Ana,

    Obrigado por ter me avisado, corrigi o em.

    O se hace dá problema de métrica, mas acho que é hace só, porque em seguida vem de Erendira, estou falando não da avó, mas da neta, então não é reflexivo.

    O baño realmente eu tenho de corrigir, meu rolo é com a métrica que passa do decassílabo para as 11 sílabas acrescentando o se.

    beijo
    Marcos

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  15. aninha,
    impossível não vestir cada coágulo de luz que exala desta tua crónica lúcida, como tu, sempre atenta à realidade que nos rodeia e que rodeamos.
    quem não?.. quem não?... mas recordo, também, que há peças que guardo religiosamente no silêncio dos dias e que, mesmo sem a exuberância do uso ou das palavras que as nomeiem, se fazem vivas e presentes nesta estação infinita a que chamamos vida, lá onde frio e calor são apenas contingência menor do que de maior os dias nos oferendam.

    maravilha de crónica, que é tua, que é de todos nós.

    beijinhos e orvalho!

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  16. Olá Ana!
    Mas que saudades de vir aqui a este teu maravilhoso espaço!
    Tento aos poucos assentar...
    Adorei este teu texto! Com palavras e frases que por vezes nos são difíceis de encontrar, mas tu as conjugaste na perfeição!
    Adorei!
    Bjs e bom fim de semana!!!

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  17. Querida Cissa
    Sempre me alegra te ler. Linda crônica. Amo Jeans verãoverno, nunca deixa na mão. Mas neste verão tão quente sou mais para as saias longas e leves .
    Um lindo dia de sol para você.
    bjs.

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  18. Minha Querida Cissa
    Começo por agradecer o carinho da tua presença na minha «CASA», o que constitui, para mim, sempre um enorme prazer.
    Reportando-me às tuas palavras não posso deixar de concordar que “nem tudo são rosas” nesta vida, e que, se uma pessoa se entrega, quase de olhos fechados, a um relacionamento praticamente nascido do nada, corre sérios riscos de se machucar. Quando a realidade nos abre os olhos… muitas vezes surge a desilusão.
    Mas… a vida é, também, feita de momentos assim. Tudo contribui para o nosso enriquecimento como seres humanos.

    Obrigada por me avisares do teu novo post. Preciso actualizar o meu post para receber “alertas” dos blogs que sigo, mas o tempo não chega para tudo. Então, vamos usando este sistema: avisando-nos mutuamente :)

    Parece que estávamos sintonizadas ao escrever os últimos posts, pois há grande semelhança entre os assuntos versados num e noutro - relacionamentos humanos.
    Os "amores de verão" são por demais conhecidos de todos e, por todos (ou quase...) experimentados.
    Achei graça ao primeiro parágrafo, que me fez lembrar a minha ex-nora. Ela dizia, quando comprávamos biquínis, que estávamos a pagar o tecido que tinha ficado na fábrica, não o "bocadinho, pequenino" que trazíamos para casa :)
    De resto, toda a tua análise está perfeitamente de acordo com a minha maneira de pensar.
    O final, com David Bowie foi bem escolhido. Aprendi a gostar dele quando as minhas filhas, jovens, colavam posters dele nas paredes do quarto...

    Dias felizes para ti, minha querida. E até sempre.
    Beijinhos
    Mariazita
    (Link para o meu blog principal)

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  19. a vida é mt curta para não dizer que qualquer amor, em qualquer estação, vale a pena. Show de crônica!
    bjão, vizinha lindona de outros tempo

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  20. Cecilia,adorei a sua cronica sobre calças jeans e as relações humanas. Acho que nada melhor que uma velha calça jeans pra ficarmos bem confortáveis. Fiquei triste pelo poeta tb,ainda mais conhecendo essas passagens de sua vida que aqui relatou. Uma postagem excelente e interessante! bjs e boa sexta pra vc,

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  21. Cissa querida,

    Somente mesmo uma escritora inspirada e criativa como você para fazer uma analogia tão interessante entre roupas da estação com relacionamentos. Há amores de verão, amores que duram toda uma estação e amores eternos, assim como há amizades que não ultrapassam a primeira discórdia e aquelas fortes e verdadeiras, que chegam para ficar. Somente o dia a dia de um relacionamento, seja no amor ou na amizade, vai nos mostrar quem merece fazer parte da nossa vida. A efemeridade das relações acontece por falta do laço de afeto, que é o único capaz de constituir relações duradouras.
    Para mim, você representa uma importante e querida calça jeans.

    Ótima escolha da música e doce homenagem a Juan Gelman (Procurarei conhecer um pouco mais sobre ele. Até então, nada li a respeito).

    Parabéns pela lindíssima crônica.

    Grata pelo carinho de sempre.

    Beijão.

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  22. Nunca mais esqueci de um livro que li na adolescência, onde lá pelas tantas o autor diz: "nunca seja econômico, em frequência e nas palavras, ao dizer o quanto ama as pessoas e, jamais, despeça-se brigado de alguém, pode ser que vocês nunca mais se vejam..."

    Às vezes, pessoalmente, pareço meio desatenta, mas procuro mostrar em ações meu amor profundo por todos os que me cercam... até aqueles que estão bem longinhos fisicamente... rssss

    Linda crônica... mais uma oportunidade onde tu nos leva à reflexão do cotidiano! Parabéns, mana!

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  23. Troquei prolifera por persevera. Agora pode ficar sem o se?

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    1. "A regra é clara", - como diz o Arnaldo.
      Onde tem reflexivo, tem que refletir hehe
      Eles sempre utilizam o reflexivo.
      Até!

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  24. Cissa, querida,

    Sentimentos não acompanham estações. Nem são descartáveis como muitos consideram. Pessoas, até que sim (rss), mas não o que representaram. Mesmo aqueles que se vive em instantes pequenos e não cronometrados, marcam. Da mesma forma, não nos desfazemos de certas roupas, mesmo cientes de que seu chamado tempo já findou. Há lembranças que nos ligam de um jeito especial.
    Sempre lamento quando um poeta nos deixa. Fica o legado que o eterniza nos corações dos leitores, mas ele não preenche o vazio da ausência.
    Sempre um prazer ler suas crônicas. Grande beijo.

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  25. Ao passar pela net encontrei seu blog, estive a ver e ler alguma postagens é um bom blog, daqueles que gostamos de visitar, e ficar mais um pouco.
    Eu também tenho um blog, Peregrino E servo, se desejar fazer uma visita
    Ficarei radiante se desejar fazer parte dos meus amigos virtuais, saiba que sempre retribuo seguido também o seu blog. Deixo os meus cumprimentos e saudações.
    Sou António Batalha.

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  26. Olá Cissa!
    Que bela postagem, caríssima amiga!
    Desde o início nos leva a querer dizer algo sobre o amor também.
    Nossas roupas atravessam estações em apelos comedidos ou exagerados para atender aos anseios do coração. Mas não é só o humano que estica ou encurta os enfeites. Vejamos também nos animais a juba dos leões, nas aves a cauda dos pavões. Nos pássaros as cores dos seus alegres penachos. Que dizer da exuberância e do perfume das flores?
    Troca-se de roupa nas estações para atender, quem sabe, os desejos do coração, mas há igualmente a roupa que insiste em atravessar estações, tal qual o terno dos homens que não se importam com o calor do verão.
    Para ressaltar o amor, David Bowier canta Blue Jeans, que não é nome de roupa, mas da sua amada, creio.
    Tanto quanto a música, a poesia eleva a alma, mostra o seu amor, mas também protesta e enfrenta desafios em nome da liberdade, em defesa do que é justo. Os opressores não suportam o clarão de suas ideias e expulsam os poetas das esferas de seus domínios.
    Poetas como Juan Gelman não se rendem ao desatino dos homens porque são altamente conscientes. - Adeus poeta!
    Sem desejar extrapolar muito o espaço no comentário gostaria de aproveitar para lhe dizer que não consegui deixar de pegar algumas frutinhas vermelhas de uns pequenos arbustos que ficam na avenida, quase em frente ao Casino Rivera. Eu e minha esposa estivemos em passeio conhecendo a divisa Brasil/Uruguai em Santana do Livramento/ Rivera.
    Ficaram saudades.
    Um grande abraço, Cissa! E bom fim de semana para você e os seus.

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  27. Que texto legal Cissa!
    Parabens, vc soube usar muito bem as idéias e as palavras!

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  28. Amiga
    desculpa a minha ausência ando seu vontade de escrever perdi uma pessoa que era uma amiga e uma mãe de coração . Ela faz um trabalho lindo ajudando as pessoas carentes sempre dando colo . Não esqueci os amigos. logo,logo que esta dor passar tento voltar. Um beijinho no teu coração.

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  29. Ok, excelente cronista, segura o fio, faz ornamentos incríveis, retoma, faz analogias originais, escreve com a leveza de uma brisa que nos toca o rosto...mas que você tem uma pegada de poeta, isso tem! rs Você e o Beto Lima são cronistas-poetas. Ponto. Beijos, Aninha!

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  30. Olá, Ana.
    Excelente crônica; creio que jamais devemos colocar nossas emoções e sentimentos de lado, nem que seja apenas por determinado tempo, pois isso não pode nos trazer bem nenhum.
    Hoje em dia é muito fácil fazer isso, já que a internet nos possibilita uma relativa invulnerabilidade, já que, pelo menos fisicamente, as pessoas com quem conversamos nela nada podem nos fazer.
    Me parece que a tendência para o futuro é a dos relacionamentos relâmpago, pelo menos para os mais tecnologicamente suscetíveis; mas como dizem, o preço da liberdade é a eterna vigilância.
    Por mais que seja fácil acabar com uma amizade por motivos fúteis, jamais devemos fazer tal coisa.
    Abraço, Ana.

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  31. Querida amiga
    Mais uma linda semana recomeçou
    Mais uma vez o sol brilhou
    Para nos abraçar com sua cor
    Sobre cada flor
    Fazendo com que tudo fique mais belo e colorido.
    Trazendo a alegria para viver a nossa vida com mais serenidade e alegria.
    Desejo a você minha paz e alegria para seu coração.
    Abraço amigo
    Maria Alice

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  32. Demorei, mas cheguei! :)

    Há também o modismo - deixar de lado uma peça de roupa que serve muito bem a pessoa apenas porque o outro modelo está na "moda"; logo, o que é "velho" ( e este conceito é diferente de uns 20 ou 30 anos atrás) é descartável. A lógica que está acontecendo nas relações é a mesma lógica usada para os produtos industrializados - e com isso a dificuldade em sustentar relacionamentos mais longos como vemos por aí. ( evidentemente que isso não é generalização, mas o que encontramos atualmente são relações mais superficiais, descartáveis e "modistas" do que relações profundas e até mesmo válidas)

    E, como você bem escreveu, as horas e intempéries mostrarão quem veio para ficar ou ficou apenas na estação mais quente - e as chuvas de verão podem até ajudar nisso, fazendo uma breve analogia. :)

    Tenho o "Livro dos Abraços" de Eduardo Galeano e ali que eu tomei conhecimento sobre Juan Gelman - Galeano é sempre muito cuidadoso com a história e personalidades da América Latina, algo que falta ao Brasil de certa forma. Fica o legado do poeta.

    Beijos, Cissa!

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  33. Oi Cissa querida,

    depois de quase dois meses fora, hoje sentei para ler suas crônicas. Com a calma que merecem. Perdoe o meu sumiço. Fui só ali e já cheguei... rsrs

    Adorei o "pessoa bermuda". Como estamos rodeados de pessoas sorvete, bermuda, boné. Como cores da estação, só vão durar ate daqui a pouco. É a liquidez deste tempo como bem diz o meu querido Zigmund Balman em seu livro Amor Líquido. Tudo pode ser trocado, inclusive as pessoas.

    Muito bom Cissa! Bjs

    Leila Rodrigues

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  34. Olá Císsa, querida amiga.

    Antes demais, quero saber como estás?
    Tenho estado ausente, problemas informáticos persistem... :( meu pc está com problemas com a memória ram e de arranque, se fosse talvez lhe fosse diagnosticado alzheimer! ;)

    Freddie manda lembranças, está grande e lindo. Já é um gato adulto, tem um aninho. Porém, ainda o chamo de bebé! Enfim, coisas de mammy. É um óptimo caçador, apanha tudo, até cobras! ;)

    Quanto ao post, há situações na vida que são como as estações do ano, têm pouca duração de tempo. São as paixões, que por serem paixões que por serem efémeras terminam mas valem pela própria experiência. Isto acontece para que aprendamos algo e quando, algum tempo se repete é sinal de que ainda não aprendemos aquela lição.

    Gostei da reflexão!

    Parabéns!

    Beijos grandes,

    Cris Henriques

    http://oqueomeucoracaodiz.blogspot.com/

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