sexta-feira, 6 de julho de 2012

Blogagem coletiva: espiritualidade


Fotografia de Ana Cecília Romeu
Cerro Pán de Azúcar - Na cidade de Pán de Azúcar - Uruguay

Pessoal, este texto é a minha participação na blogagem coletiva sobre Espiritualidade. Hoje, em todos blogs participantes há postagens sobre o tema, onde cada um expõe sua visão. Um abraço a todos!

   Sou de uma família de católicos. Desde pequenas, meu pai e minha mãe nos levavam, eu e minha irmã, nas missas aos sábados. Quando morávamos em Pelotas, me lembro de que ficava todo tempo observando as pinturas do teto e das laterais da Catedral, depois entendi tratar-se de obra humana, mas como toda arte, inspirada pelo divino. Depois veio a primeira comunhão, na cidade de Livramento, fronteira com o Uruguai.
   Quando completei 12 anos, regressamos para Porto Alegre. Uma prima nos convidou a participar de um grupo de jovens católicos na Igreja N.Sra. Auxiliadora. Porém, diferente dos outros que existiam na época, Emaus, CLJ; era autônomo, composto por jovens que coordenavam suas próprias reuniões: escolhíamos um assunto e todos traziam materiais a respeito. E foi a primeira vez que ouvi falar em palavras como: ‘massificação’, ‘alienação’. Os temas eram diversificados, mas política, educação, relacionamentos, eram recorrentes.
   Aos 15 anos me crismei, que é a confirmação do batismo na Igreja Católica. No ano seguinte, eu e minha irmã, a Bel, fomos convidadas a dar aula para o curso preparatório de crisma, o que foi ótimo, pois me ampliou a visão do cristianismo nesse desafio. Também escolhíamos temas diversificados da realidade e que poderiam ser pertinentes aos interesses deles. Curiosamente, o grupo era eclético, pois havia desde adolescentes até pessoas com mais de 40 anos.
   Nessa experiência com o grupo de jovens e intercâmbio com outros grupos autônomos, conheci a Teologia da Libertação: a visão que completa minha espiritualidade. Considero-me católica, porém simpatizante da Teologia da Libertação, ou seja, acredito no cristão não como um contemplador do mundo e um conformista, mas como um agente transformador da sociedade, das relações para o bem comum. Na relação que a religião faz com a sociedade, porque somos seres inseridos nela, e em todo seu contexto político, econômico. No cristão como a pessoa que dará seu melhor, seja como pai, mãe, amigo, profissional, cidadão, buscando a paz e o bem para além dos interesses pessoais, pois inserido na sociedade, em um grupo e na crença de que a  'união faz a força’. Em algumas ocasiões tive contato pessoal com Leonardo Boff e frei Betto, o que concretizou para mim essa opção.
   Nunca rezei o terço, isso não me bastaria; assim como participar de missas rotineiramente. Acredito na máxima de Oscar Wilde: “Toda repetição é anti-espiritual”. Minhas rezas são conversas que tenho com Deus, que sinto como um amigo próximo, onipresente e onipotente, mas acessível, que me escuta e fala comigo através do reflexo de meus atos. Um Regente dessa grande Orquestra chamada Universo.
   Sendo conivente com a Teologia da Libertação, eu não poderia deixar de participar de uma blogagem coletiva sobre espiritualidade, assim como assumo a postura de respeito às crenças alheias e inclusive a falta de. A espiritualidade é uma experiência e escolha pessoal que deve completar o indivíduo, inseri-lo na sociedade, ser um meio de expressão e refletir uma visão que o ligará de alguma forma a esse mundo. Aceitar isso é um ato libertário por si só, e coerente como professo minha fé.
   Nesse mundo tão cheio de mazelas, procurar uma ligação que nos complete, e que possamos devolvê-la para o bem de uma coletividade, pode transformar os rumos, pois temos essa capacidade de, de grão em grão de areia, compormos uma praia. De tornar possível um projeto superior e conjugá-lo com nossos semelhantes, pois para mim: o invisível quando divisível é amor.

Eu com meu amigo César Caminha,
amizade cultivada desde o Grupo de Jovens.


Blogs que se comprometeram a participar, neste link:


52 comentários:

  1. Olá, Cisa. Um lindo post! Concordo com vc, pois o invisivel quando divisil é o amor. Obrigada pela partilha! Um ótimo fim de semana. Bjos!

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  2. Eu também Ciss segui quase os mesmos caminhos seus na igreja católica.
    Fui catequista e participei do TLC.
    Mas um dia cheia de perguntas, achei respostas em um livro que mudou minha visão de tudo.
    Hoje me considero sem religião, mas com minha fé mais forte.
    Hoje quando me sento na frente do PC e comento seu blog, ou qualquer outra atividade, estou mais ligada a Deus do que antes na missa ou com minha turminha da catequese.
    Mas o pessoal do TLC acho que foram as melhores pessoas que eu conheci, saudades senti agora.
    Shalom amiga.

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  3. Amiga Cissizinha,
    Temos que cuidar não só do corpo, mas do espírito também.
    Seu texto é bem escrito e relevante ao narrar sua religiosidade.
    No meu caso, tenho uma formação evangélica, apesar de ter batismo católico.
    Meus avôs seguiam a Igreja Presbiteriana e eu os acompanhava nos cultos e escolas dominicais. Gostava dos cânticos e das pregações.
    Lembro-me de que meu avô comprou um disco (L.P) com narrativa de Gêneses até a crucificação de Jesus. Como sempre tive boa memória, de tanto ouvi-lo, eu o memorizei e meu avô se orgulhava de me ouvi declamando perante alguns "irmãos" da igreja. No entanto, mesmo sendo teísta, sou arreligioso, não me considero de nenhuma seita, porém, faço visitas, a convite de amigos a Igreja Adventista, raramente a Católica e etc..
    A blogagem coletiva é uma ideia brilhante, uma vez que, vários participam de um tema, todavia, cada um em seu blog.
    Querida, seu texto está da forma ao conteúdo espetacular.
    Essa imagem está esplendorosa.
    Foi bom conhecer seu amigo César.

    Abraços sinceros do amigo!

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  4. Gostei de tua visão da espiritualidade,Cissa e sobretudo o respeito à todas as crenças e opções.

    Muito legal te ler!!beijos,chica

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  5. "o invisível, quando divisível, é amor" - talvez esta seja a partícula de deus que tão afincadamente perseguimos. não confundamos, todavia, os sinais na equação máxima da existência: a divisão está longe de ser a subtração e ainda mais longe da soma ou da multiplicação.

    beijinho, querida amiga!

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  6. Oi Cissa..Querida ...

    Amei te ler.... conheco um pouquinho mais de voce...
    Muito bacana esta iniciativa desta blogagem coletiva falando da espiritualidade.
    Eu sou catolica..mas nao muito praticante.
    Frequento o Brahma Kumaris, que nao e religiao e sim uma escola de espiritualidade e meditacao, com sede na India, mas espalhada pelo mundo todo.
    A minha crenca e que Deus e energia. E acessivel, e meu amigo e no silencio ele me ouve.
    Meditando eu chego ATE ELE, recebo sinais diariamente da sua existencia.
    Fica com meu beijo e minha admiracao Cissa...

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  7. Apesar de ser evangélica simpatizo muito com os católicos que vivem a Teologia da Libertação, nós cremos em coisas semelhantes!!!

    E eu concordo com sua visão de fé e oração, enfim ótimo texto!!!

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  8. Olá!Bom dia!Tudo bem?
    ...não vou ser repetitivo, dizendo que gosto de seu jeito de escrever...rsrs
    Eu, na época de estudante, também participei de Comunidades Eclesiais de Base...e por isso penso que muitos acham que a Teologia da Libertação está morta e não tem mais lugar num mundo globalizado e avançado tecnologicamente. Mas só que existem ainda o grito dos índios, dos negros, dos pobres, das mulheres, dos que estão à margem..e eles podem pensar , se organizar e atender a proposta da Teologia da Libertação que era a de ver uma nova forma de lidar com os necessitados...é o que penso!
    Bom final de semana!
    Beijos

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  9. Ah!!! Que delícia!
    Que sensação maravilhosa, minha amiga. Quero saber mais a respeito dessa Teologia. Pode me indicar caminhos?

    Belíssimo texto! Beijo!

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  10. Olá,Ana Cecília!!
    Eu comecei no catolicismo,mas me encontrei como evangélica!
    O que nos une,amiga ,é o amor.Isso é que é muito importante e não denominações!!Te amo!Bjs no core.
    Soninha.

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  11. Oi Cissa,
    Gostei muito do seu texto. Não conhecia o termo "Teologia da Libertação", mas me pareceu que já o praticava de certa forma.
    Você falou de um assunto que não consegui encaixar no meu texto, que é a forma como faço uma oração.
    Também vejo esse ato como uma conversa. Pra mim é quase uma meditação, de onde eu saio mais leve e mais disposto para encarar os problemas da vida.

    Tenha um ótimo fim de semana.
    Beijos.

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  12. Adorei o post, linda sua espiritualidade e o respeito com as demais.
    Um grande abraço.

    http://eternamentevv.blogspot.com.br/2012/07/espiritualidade-blogagem-coletiva.html

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  13. Olá Cissa,

    Olha, primeiro quero dizer que está sendo muito legal poder ler as experiências sobre espiritualidade dos demais colegas blogueiros. Seja qual for o caminho que optaram.

    Também concordo com a ideia de que podemos entrar em contato com Deus sempre que quisermos através das nossas próprias orações, através de conversas muito íntimas e sinceras. E a construção individual que cada um faz em busca de uma crença ou religião, ou não, certamente interfere sim na formação histórica de um povo, sendo um agente ativo nas relações sociais e econômicas do mesmo.

    Para terminar, apesar de seguir uma linha um pouco diferente da sua, sempre achei fantástica a arquitetura das igrejas católicas espalhadas por todo o país e o mundo. É um banho de arte e cultura, que muito nos emociona e edifica! Belíssimas pinturas e contornos que retratam o estilo de cada época.

    Aqui perto de casa tem uma igrejinha (no sentido carinhoso mesmo) católica, que é simples mas muito linda e antiga. Sempre que passo em frente me dá uma vontade enorme de aproveitar, entrar (porque sempre está de portas abertas) e rezar. Ela tem uma energia muito boa e isso me faz muito bem!

    Excelente texto como sempre Aninha, parabéns !



    Abraços Flávio,
    --> Blog Telinha Critica <--

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  14. Cissa minha amigona de fé, como estás?

    Bem, gostei do teu texto, bem pessoal, direto, e sem firulas, é muito particular discorrer sobre espiritualidade, entra na esfera da fé, e fé não se explica, se vive, quando aprendemos a respeitar a fé alheia e expomos a nossa sem impor, ai começa o respeito pela espiritualidade alheia, e essa blogagem coletiva serve justamente pra isso, para expormos as nossas impressões sobre este tema, quem está certo ou errado não cabe julgarmos, um dia saberemos quem esteve certo ou errado, mas ter fé e acreditar em algo superior além de nos dar um lado emocional equilibrado, somos mais esperançosos em relação à vida e à morte. Eu sou cristão protestante, acredito em Deus, em Cristo como sendo Deus Filho e o nosso único Salvador, e na pessoa do Espirito Santo, exponho minha crença em meu site sem impor ou ofender a fé alheia, e graças à Deus as pessoas comentam as minhas postagens sem constrangimento, e isso pra mim já é uma vitória.

    Parabéns pelo seu texto, e que Deus te abençoe.

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  15. Minha querida Cissa, boa tarde !!

    Que maravilha é essa Blogagem Coletiva com essa temática Espiritualidade!

    Estou encantada em poder conhecer esse lado espiritual de todos os amigos que estão participando e isso me provoca emoções, porque raramente, nos colocamos tão nus de alma e coração, quando falamos do que cremos, no que faz parte do nosso mundo íntimo,naquilo que impulsiona e influencia as nossas atitudes.
    Li muita coisa sobre a Teologia da Libertação, e tenho profunda admiração por esse carismático professor de Teologia e Espiritualidade Leonardo Boff, também pelos seus questionamentos a respeito da hierarquia da Igreja,o que lhe trouxeram muitos problemas com a ordem religiosa a qual militava. Grande homem!

    Muito bom o texto, pela facilidade com que você discorreu sobre a Espiritualidade, minha querida, o que me faz ficar mais próxima ainda de você.

    Parabéns por sua participação brilhante nessa Blogosfera Coletiva , adorei!

    Muito grata por sua visita ao Sementes Preciosas, e pelo carinhoso comentário que lá me deixou!

    Beijos e abraços da amiga para sempre!

    Lu...

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  16. Cissa, aprecio a maneira que voce fala sobre espiritualidade. Quando me perguntam qual é a minha religiao, respondo: sou espiritualizada. Porque estudei em colegio catolico, minha mãe é de outra religiao, mas nunca obrigou a segui-la, eu tenho meus principios religiosos, enfim, tenho fé e com ela eu sigo meu caminho.

    Bjs

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  17. Cissa!! Eu gosto muito de falar em espiritualidade. Eu cresci no meio evangélico sabe?! Igreja Presbiteriana, não sei se vc conhecer.. ela foi a primeira que chegou aqui no Brasil, e eu admiro sim todas as religiões. Não acho que existe uma certa, mas acredito que a religião é algo que você acredita e pode aprender mais do principal autor que é Deus! Eu gosto de conversar com ele tb, acho que é essa a verdadeira oração e reza. Fico triste quando vejo muitas pessoas blasfemando contra o evangelho, e no meio evangélico principalmente, muitos quando escutam que sou evangélica acham que estou sendo enganada pelo pastor, que ele só quer o meu dinheiro etc. Não podemos julgar um caso que aconteceu em uma igreja levando ela para um todo não é mesmo?!
    E gostei muito de conhecer o seu lado espiritual, suas experiências e opiniões!
    Beijos

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  18. Parabéns pela postagem querida amiga, muito bem explanado e compreendido. Lembro que um dia com amigos, nos estudos profundos de ocultismo, conhecemos uma comunidade carismática, que tinha em seus fundamentos a Teologia da Libertação. Foi muito bom encontrar algo além do que chamavamos de católicos automáticos. Nessa comunidade pude encontrar o sobrenatural, como já havia visto em outros credos através dos dons do espirito santo:Discernimento de espíritos
    Variedade de línguas e a Interpretação de línguas. Foi muito bacana conhecer este outro lado da igreja católica, inclusive para aumentar meu conceito sobre ela. Adorei a postagem, beijocas mil.

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  19. Cissa,
    Que texto lindo e cheio de significações para se entender a espiritualidade em que você esta inserida. Eu conheço pouco sobre a teologia da libertação, mas adorei sua maneira simples e direta de explica-la.
    Parabéns pelo texto.
    Beijokas doces e bom fim de semana.

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  20. Muito bonito teu texto! Parabéns. Ouvi muito dizer que o importante é acreditarmos em "algo" e eu prefiro acreditar que o importante é sermos realmente felizes. Vejo tanto incompreensão quanto às crenças ou falta delas que às vezes me incomoda. Temos pensamentos diferentes. Mas ninguém é igual. E a beleza reside justamente na compreensção do diferente. Se todos nós fossemos verdes, não saberíamos a beleza das demais cores. E é impossível deixar de achar bonito a tua relação com a tua religião. Sincera, íntima e carismática. Um belo post. Um grande beijo. http://salpage.blogspot.com.br/2012/07/blogagem-coletiva-espiritualidade.html

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  21. Olá, Cecília. Maravilhoso o seu texto! Uma história muito bonita de espiritualidade! Como você leu no meu post, eu não vinculo minha espiritualidade a uma religião, simplesmente creio na existência do espírito, pelos motivos que citei lá.
    A religião poderá vir para mim, no momento em que eu estiver pronta para ela, seja ela qual for, como aconteceu com o meu re-despertar para a espiritualidade. Talvez ela nem venha, mas o que importa de verdade é saber que há muito mais além desta vida que vivemos, que há sim, uma justiça, uma lei que não é a do homem, mas a lei que rege toda vida na terra e no universo, a lei de causa e efeito. E é a essa lei que eu chamo de Deus.
    Parabéns, Cecília, gostei demais!

    um beijo.

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  22. Ana, Mrs. Vampire, já havia lido seu post na madrugada e você sabe porque mencionei rapidamente no Facebook que aqui aprendi algo novo.
    Realmente, o Catolicismo fez parte de minha vida somente na infância e não pude absorver muito e vivenciá-lo, no entanto, a minha mãe biológica é da RCC (Renovação Carismática Católica) e mesmo assim nunca tinha ouvido falar sobre a Teologia da Libertação. Tal como sua parceira Adriana Peixoto, seria interessante que em uma destas suas lacunas onde não há nenhum post programado, pudesse fazer uma postagem nos esclarecendo com mais detalhes, pois vejo que não sou o único que não tem conhecimento a respeito.
    Sobre as orações repetitivas que vi sendo criticadas em alguns posts, eu penso ser relativo. Digo isto porque em um momento em que realmente estive meio que "em desespero" por algo ruim que estava me acontecendo, descobri por acaso o terço bizantino e aprendi a orá-lo. Para mim esta repetição do terço bizantino serve como um mantra e nos ajuda na concentração quando não estamos muito aptos. Porque para mim, rezar é quase o mesmo que meditar, sem concentração, não se chega a nenhum ponto. E embora hoje eu não tenha mais o hábito de fazer orações, recordo que após o terço bizantino é que me sentia mais apto a falar "diretamente" com Deus.
    Adorei o seu post e agradeço por ter se desdobrado e tomado a iniciativa de ter aderido a blogagem.
    Muito legal a foto com seu amigo, legal quando vemos ao invés de disputa entre os membros de uma denominação, uma amizade que perdura por muitos anos.
    Meus muitos parabéns pelo post! Eu não poderia esperar menos.

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  23. Legal Cissa. A teologia da libertação teve como um dos seus maiores pensadores o padre Leonardo Boff. Ele não encontrou muitos amigos dentro da igreja quando saiu com essa teologia né? Mas principalmente para a América Latina, onde a Igreja Católica ainda em alguns lugares é usada para aprisionar em vez de libertar, essa teologia veio muito a calhar. Pena que com o tempo o Leonardo Boff se meteu em politicagens e "na minha humilde opinião", deturpou uma coisa tão bela que ele mesmo havia pensado.
    Hoje eu não sei mais como anda essa teologia, as vezes leio algum livro ou vejo alguma entrevista e sempre me identidico com algumas partes.
    Um ótimo livro que fala dessa teologia para nossos dias é: América Latina: Da conquista à nova evangelização, de Leonardo Boff. Se você ainda não leu, ele é excencial para você!

    Um beijão a todos aí! A Bel deve estar vibrando com a nova contratação do time dela, hahahahahahahaha.

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  24. Interessante os diversos temas que vocês discutem. Quando crismei, somente discutíamos assuntos da igreja. É legal saber que você achou algo para complementar sua espiritualidade, até porque eu concordo contigo: rezar o terço ou ser assíduo em missas rotineiras não basta.
    Grande abraço

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  25. Olá Cissa,

    Vim conferir sua participação na blogagem coletiva e gostei
    muito de suas colocações. Também vim de berço católico, com princípios religiosos rígidos. Na fase adulta descobri a espiritualidade e compreendi que ela nada tem a ver com religião ou crenças. Ela se ocupa com o SER, faz transcender e viver em Deus.
    Publiquei sobre "Espiritualidade e Religião". Nada a ver com a Blogagem Coletiva, mas que oferece subsídios para reflexão dos leitores. Se quiser conferir, passe por lá. Será um prazer recebê-la.

    Ótimo final de semana.

    Beijos.

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  26. Interessantíssimo seu texto, não sou católica, sou evangélica, mas, assim como você não sou adepta das repetições e em minhas orações falo abertamente com Deus, como um amigo mesmo, como Alguém que está ali presente.
    Acho super interessante essa sua inquietação por não se contentar com o comum e buscar mais.

    http://senhoritamoca.blogspot.com.br/

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  27. Sou evangelica e tenho uma visao mto semelhante à sua. Acredito e acho q a Teologia da libertaçao é a chave e a esperança para este mundo que vivemos.

    Adorei o texto!
    bjao!
    opinandoemtudo.blogspot.com

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  28. Boa tarde, Ana.
    Eu também tive uma infância católica, mas nunca cheguei a me identificar com essa religião ou qualquer outra.
    Acredito que a espiritualidade de cada um independe de sua religião e devemos simplesmente tratar as outras pessoas como gostaríamos de sermos tratados.
    O meu blog está com problemas e não dá para postar nada, espero que isso seja apenas um bug temporário.
    Abraço, Ana.

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  29. Cissa
    Excelente o seu texto sobre a espiritualidade. Me identifiquei muito. A minha infância foi muito voltada ao catolicismo. Seguia os mandamentos, embora os rituais não me vislumbrassem muito. Prefiro sempre resar do meu modo. Admiro Leonardo Boff e também sou a favor da Teologia da Libertação. Embora não tenha me aprofundado tive a ocasião de ler (sobre ecologia- espiritualidade) o seu questinamento se o papel da igreja é realmente voltada para os excluídos(como pregava Jesus) ou só a favor da sociedade elitizada.
    Confesso que simpatizo muito com o Budismo e o Mantra NAM MYOHO RENGUE KYO (embora repetitivo) me fascina e deixa energizada.
    Adorei.
    Um lindo dia para você.
    Bjs.

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  30. Oi Ana Cecília!
    Gostei muito do seu texto da blogagem coletiva!
    Ler o seu texto me fez lembrar do retiro do meu crisma, aquele dia foi lindo.
    Imagina um sábado de outubro completamente nublado, fazendo uma adoração em uma capela linda cujo o fundo do altar dava para um jardim belo e de repente, o sol começou a brilhar intensamente pela capela inteira. Foi mágico! *-*
    bjs

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  31. Fui criada no catolicismo e acredito que todas as crianças devem receber noções sobre o lado espiritual. É na fé que nos amparamos quando enfrentamos desafios. Deus é único e a Ele se chega de diversas maneiras, razão pela qual nutro respeito por todas as opções dignas. Você se posicionou de forma clara e gostei da postagem. Tenho nos exemplos o melhor caminho para se demonstrar o aperfeiçoamento e aprendizado do espírito. Bjs.

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  32. Olá Ana, sou do blog samambaia e participo também da blgage coletiva.
    amei seu texto desde a primeira palavra.
    pessoa otimista e incrivelmente espiritualizada, apesar de tão jovem, voce me passou alegria e desembaraço.
    esclarecida e mente aberta, dona de seus sonhos e passos.
    parabéns, é assim mesmo que se forma uma mulher bem resolvida e feliz consigo mesma.
    um grande abraço, foi uma delicia ler voce.

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  33. Achei super interessante a Teologia da Libertação.. não conhecia. Acho a oração algo extremamente pessoal... Eu sou como vc, não gosto de repetições; Mas, compreendo quem entende algo assim como bom.

    ;D

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  34. Olá Cissa, eu também tive formação católica e vivenciei experiências parecidas com a sua até chegar à primeira comunhão, não cheguei a crismar por opção, o que deixou minha mãe arrancando os cabelos na época... Eu também sempre me interessei muito pela atuação da Teologia da Libertação, particularmente gosto muito dos escritos do Leonardo Boff e de outros teóricos/teólogos do movimento, não consigo desassociar a fé da atuação social. Quanto ao lance das repetições que você mencionou no texto, lembro de uma passagem bíblica dita por Jesus antes de ensinar o "Pai Nosso", que seria apenas um modelo de oração e não uma forma definida de orar, esta passagem diz 'quando for orar não useis de vãs repetições...', refletindo sobre isso, penso que o relacionamento com Deus, deve ser de fato uma relação e não apenas palavras ditas ao vento, na maioria das vezes lançadas sem qualquer sentido...

    http://sublimeirrealidade.blogspot.com.br/2012/07/compramos-um-zoologico.html

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  35. Oi Cecília! Gostei muito de sua participação na Blogagem. Creio na importância da espiritualidade porque essa vida não é tudo o que há. Beijos e ótima semana!

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  36. Olá Cissa,

    Muito bacana seu texto sobre a espiritualidade, gostei muito.
    Eu creio que a espiritualidade está dentro de nós, e sem ela é muito dificil aproximar de Deus.
    Beijos queridona!
    Ótima semana!

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  37. Muito bacana toda a sua história. Também fui criado no meio católico e permaneço até hoje. Minha ligação com Deus é bem próxima da sua. Estar em ligação com tudo que me leva a Deus me traz uma tremenda paz.

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  38. Cissa, Simples e exato. Direto. Mas o ouro vai para o desfecho: "...o invisível quando divisível é amor." Parabéns!!
    Beijos e boa semana,

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  39. Bons e bem vividos tempos aqueles!!!!!!!!!!

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  40. Cissa, muito bacana conhecer um cadim se sua história espiritual!


    Tenho minhas cismas com as instituições religiosas, mas nada que chegue a ser problema, pois hoje simplesmente não fico tentando compreender o que se passa dentro delas.

    Penso que a espiritualidade é de fato individual e independe de religião. Como vc bem disse, no comentário lá no Umas e outras, é algo pessoal e que não dever ser imposto... mas, sentido!

    bjks :) JoicySorciere => CLIQUE => Blog Umas e outras...

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  41. Olá, Cecília!
    Excelente texto!
    Gostei muito quando você disse que a espiritualidade é uma escolha do indivíduo e deve completá-lo, criando um vínculo entre ele e o mundo. E que esse é um ato de libertação! Acho que o objetivo da espiritualidade é exatamente esse. E é essa a maior busca do homem!

    Muitos beijos!

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  42. Eu só ia para a missa porque sempre depois tem um sorvete.
    Um tipo te chantagem para não deixar de ir para a missa.
    Beijos!

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  43. Gostei do seu ponto de vista, sobre a espiritualidade, muito bacana e amei ler sem piscar rs,rs beijos♥

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  44. Belo texto, Cecília.
    É tão bom quando temos uma boa base espiritual em casa, não é?
    Melhor ainda é quando não ficamos só no que nos ensinam, mas buscamos mais conhecimento para ter convicção do que queremos, principalmente quando se trata das nossas crenças.

    Parabéns pela participação no blogagem coletiva.

    Beijão!

    Cléo - conheça o blog Vejo Por Aí...

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  45. Olá Cecília!

    Tudo bem?

    Acabei de ler a tua postagem Espiritualidade, da Blogagem Colectiva, de Christian Louis.

    A tua experiência e maneira de trabalhar a espiritualidade, é muito boa e gratificante. Quando fazemos as coisas com amor, as coisas saem bem e correm bastante melhor. :)

    Obrigada pelo teu comentário no meu blog.

    O teu espaço é acolhedor e voltarei mais vezes. Já estou como tua Seguidora.

    Um beijinho,

    Cris Henriques

    Blog de poesia: http://oqueomeucoracaodiz.blogspot.com/

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  46. Gostei muito do parágrafo que você citou Oscar Wilde. Pensei que eu fosse a única que detestava recitar o Pai nosso. É claro que é quase uma poesia essa oração, assim como o salmo que diz "o senhor é meu pastor e nada me faltará", mas se você não sente o que está falando, eu acho que nem vale a pena dizer. Também prefiro conversar com Deus. O engraçado, é que sempre que faço perguntas a Ele acabo me respondendo. É como se Ele respondesse sem palavras, me fazendo sentir o que é certo. Não coneço muito sobre a Teologia da libertação, mas achei interessante o modo como você explicou. Foi muito bom ter vindo. Um abraço!

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  47. Oi Cissinha,

    Boa noite!

    Quando você me falou na sexta que tinha citado Leonardo Boff, me controlei para não citar uma frase dele que marcou grande parte da minha vida: "Amor é um deus exilado nos corações humanos".

    Espiritualidade para mim é o amor de Deus que independente de religião e, percebo que você bate-bapo com ela todos os dias, talvez pela carona que ela te deu na adolescência, pelo batismo na infância ou mesmo pela sua filha que se encanta com uma celebração.

    Sua percepção traz lucidez, temperança, pois retira o preconceito da questão, afinal tem interface ao que Jesus profetizava, como a gentileza, a afabilidade, a tranquilidade e, em tudo isso, há espiritualidade e logo o amor.

    Li o Despertar da Águia e o que ficou estar inserido na lógica de que nada resiste ao bem e ao amor. Vejo a Teologia da Libertação em você que tão inteligentemente percebe o nexo da espiritualidade através dos fatos e experiências.

    Beijos em ti e na menina mais linda do mundo.

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  48. " o invisível quando divisível é amor"

    Adorei esta frase e gostei muito de conhecer sua trajetória. Também fiz parte de um grupo de jovens na adolescência, grupo este que mais tarde virou uma associação - da qual fui presidente por quatro anos.
    Já havia ouvido falar da Teologia da Libertação e acho algo muito válido. (muita gente pensa em espiritualidade apenas como contemplação - porém sabemos que " a fé sem obras é morta"). Mostras uma postura muito madura e uma fé reflexiva e com ótima base.
    Abraços!

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  49. Cissinha,

    a minha trajetória neste campo é um tanto confusa. Frequentei a Igreja Católica desde a infância, fiz a 1.a comunhão, crisma e cheguei a frequentar uma ou duas reuniões de "grupo de jovens", mas não quis ficar. Paralelo a isso eu estudava em um colégio adventista - mas não segui essa igreja. Tínhamos aulas de religião e frequentávamos a "capela" às terças-feiras. As aulas de religião, claro, com pastores/professores. Nunca tentaram "mudar" a religião de ninguém nas aulas. E me lembro das aulas de ciências: a professora era adventista e falava sobre Darwin numa boa na 8.a série.

    Enfim, nem católico, nem adventista, fui ler umas coisas de filosofia, Nietzche, me interessei pelo budismo. Acho bem interessante, mas não gosto de dogmas e rituais. Hoje não saberia me definir espiritualmente, acho que pelo fato de ter uma tendência ao materialismo ( filosoficamente falando) e um outro tanto estoico. Confuso demais. Por isso que esse é um assunto do qual não me dou muito bem.

    Conheço a Teologia da Libertação, admiro bastante Leonardo Boff e sua preocupação com o meio ambiente e o Frei Betto acompanho há algum tempo - nas colunas da Revista Caros Amigos a alguns de seus romances.

    Beijinhos! :)

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  50. Pessoal,
    agradeço pelos comentários e a atenção,
    beijos a todos!

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  51. Oi Ana Cecilia, tudo bem? Vim conhecer seu blog e gostei muito, parabéns. Já estou seguindo. Gostaria de convidá-la a visitar meu blog, onde estou publicando minhas poesias, ainda estou começando, está bem desorganizado, mas aos poucos irei melhorá-lo. Aguardo sua visita! Se gostar, irei adorar tê-la como seguidora. Abraços do amigo Bicho do Mato.

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    1. Obrigada pelo comentário.
      Grande abraço!

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